Cinco desafios da liderança feminina

Empoderamento e liderança ganham cada vez mais força no dia a dia nas organizações

A liderança feminina vem crescendo e as mulheres ganhando cada vez mais espaço no mercado de trabalho. Além de apresentarem mais escolaridade, estão mais envolvidas com o empreendedorismo e desempenhando cargos elevados nas empresas. Entretanto, o percentual de mulheres comandando negócios é ainda muito ínfimo e muitos desafios precisam ser enfrentados nessa trajetória. Saiba mais sobre os desafios da liderança feminina:

Cultura patriarcal na empresa

Muitas pessoas na empresa estranham ser chefiadas por uma mulher e isso fica claro em comportamentos como: resistência e banalização das regras anunciadas pela líder; tratamento da chefe como uma pessoa secundária na empresa; delegação de tarefas de cargos que não são o dela; críticas às medidas tomadas por “elas” e clientes que têm dificuldade de negociar com alguém do sexo feminino.

Equilibrar as várias áreas da vida

Cargos de liderança demandam muito tempo, dedicação e investimento da profissional e equilíbrio desse trabalho com a vida doméstica, familiar e social, o que exige muita habilidade e flexibilidade. É muito importante se dedicar ao trabalho. Isso não quer dizer que as dimensões afetivas devem ser deixadas de lado. Repartir melhor as tarefas em casa e contar com creches — quando se tem filhos — podem ser boas estratégias para lidar melhor com o tempo.

As mulheres que são mães devem estar atentas à educação das crianças, às carências e formação de valores delas, conciliando a dedicação ao trabalho e à família. É preciso também ter momentos com os amigos e para cuidar da saúde, com práticas esportivas, por exemplo.

Competição entre mulheres

 Muitas vezes as próprias mulheres dificultam a liderança feminina através de uma competição exagerada com a dirigente. Papéis de chefia são um pouco escassos para o sexo feminino e aquelas que alcançam este lugar estão suscetíveis a ter que enfrentar a resistência de outras colegas que desejavam ocupar o mesmo cargo.

Ter que incorporar características masculinas

 A demanda de que a líder se torne masculinizada é muito comum dentro do universo empresarial. A liderança envolve racionalidade, planejamento, inteligência emocional, competência técnica e habilidades com relações interpessoais. Muitos ainda pensam que a mulher não possui estas características, pois ainda há muito a imagem do feminino como puramente emotivo, que vive para a família.Para ser líder, não é preciso ser homem ou masculinizado. A “veia empreendedora” só melhora com a prática.

Empoderamento e liderança feminina

 Aceitar a feminilidade não significa encarar a condição de mulher como um conjunto de características inatas, mas sim, entender que ela possui potenciais que também são importantes para dirigir uma empresa. Equilibrar habilidades racionais, pragmáticas, com diplomacia e desenvoltura são fatores importantes para qualquer líder, independente do sexo.

Além disso, é importante reconhecer que a mulher, para alcançar seu espaço, não deve buscar benefícios secundários da condição feminina. Empoderamento é reconhecer-se como plenamente capaz de crescer profissionalmente e de liderar com efetividade um negócio.

A liderança feminina é uma realidade em crescimento. No entanto, ainda são muitos os desafios a serem superados. Vencer esses obstáculos envolve aprimorar a autocitação e ter criatividade, buscando sempre o aprendizado através dos erros.

Cristina Gomes é coach e está lançando um curso online e gratuito para mulheres líderes, com foco no empoderamento feminino. Para se inscrever, basta cadastrar seu e-mail no site http://www.mulherlider.com.br/ para receber todo o cronograma do curso.