Inteligência artificial no recrutamento de pessoas

Empresa criou plataforma para gerir todo o processo de contratação

Imagine poder contar com um software que, além de conectar gestores de RH e candidatos com o mesmo propósito, consegue localizar profissionais com maior probabilidade de acerto para a empresa? Disponibiliza dados, métricas e indicadores em tempo real, elimina o uso de papel, planilhas em excel e reduz o número de horas nas intermináveis análises de currículos diariamente?

Essa mesma plataforma diminui os custos com a contratação e ajuda a combater uma realidade muito comum nas empresas atualmente: o turnover de funcionários. Com o objetivo de tornar o RH das empresas mais estratégico, escalável, ágil e eficiente, assim nasceu o Kenoby, plataforma completa para gestão de Recrutamento e Seleção de Pessoas, residente do Cubo Coworking Itaú – um dos maiores centros de tecnologia, inovação e empreendedorismo do País.

Marcel Lotufo, CEO e um dos fundadores da empresa, apostou no negócio após sua trajetória e experiência profissional como headhunter. O Kenoby já conta com mais de 80 clientes por todo o País e quintuplicou de tamanho esse ano. Para 2018, a meta é manter o mesmo ritmo de crescimento. Graças à tecnologia colaborativa e a inteligência artificial, Marcel percebeu que poderia ajudar a tornar o RH das empresas mais eficiente via um sistema robusto.

Durante a passagem que teve no mercado, notou que existiam muitas falhas no processo de recrutamento e seleção, como a burocracia que perdura há mais de 40 anos na maioria das corporações, além da desorganização de informações. “Ainda se perde muito tempo analisando currículos que não têm sinergia com as vagas. Se o recrutador desconhece as características de sucesso de um analista financeiro, por exemplo, logo incorrerá em um processo seletivo frágil, e terá poucos dados para a tomada de decisão, aumentando a probabilidade de errar na contratação”, diz Lotufo.

RH eficiente

Essa dificuldade enfrentada pelas empresas levou o empreendedor a inovar a área e pensar em uma solução para acabar com esse problema. A plataforma sugere candidatos mais aderentes às vagas abertas, por meio de diversos tipos de testes, que incluem, dentre outros, envio de perguntas por vídeo que ajudam na qualificação. Além disso, a ferramenta é colaborativa, ou seja, engaja e incentiva os gestores de RH em todo processo de recrutamento e seleção, podendo requisitar profiles, divulgar vagas, fazer triagem, capacitar e contratar, aumentando assim a probabilidade de acertar na escolha do candidato.

“O próprio cliente imputa dados no sistema para criar um programa de recrutamento para cada tipo de perfil que procura no mercado. Essa inteligência pode ser alimentada e construída diariamente e de várias maneiras, como testes configurados pelo recrutador, que o ajudam a identificar as características desejáveis que o colaborador precisa ter para cada posição na empresa.”, explica.

A plataforma auxilia gestores e diretores a encontrar e qualificar candidatos de maneira mais assertiva. “Criamos essa ferramenta para que as empresas possam tomar decisões com segurança, baseadas em análise de dados, probabilidades, características dos candidatos, e não somente em feeling e tempo de experiência. Com isso, democratizamos mais o processo de recrutamento e contribuímos para criar novas oportunidades para as minorias, bem como a inclusão de mulheres no mercado de trabalho”, afirma o executivo.

Ter um modelo estruturado, qualidade nas contratações, redução do esforço operacional, engajamento de candidatos e medição de resultados são indícios reais de um departamento eficiente. O RH está passando por uma transformação semelhante a que passou as áreas de vendas e marketing, em que as decisões são baseadas agora na análise de dados.

“Uma tendência muito utilizada atualmente é People Analytics, que coleta, organiza e analisa dados sobre os colaboradores. A tecnologia está possibilitando isso para a área de Recursos Humanos, logo é possível mapear características essenciais de um profissional de sucesso, saber se está performando ou não na função, antecipa tendências e aprimora a estratégia de recrutamento e seleção de pessoas.”, finaliza Lotufo.