Métodos ágeis somente para projetos ou para qualquer área da empresa?

Maior criatividade e agilidade na resolução de problemas é fator de diferencial competitivo para as empresas

A metodologia ágil ou agile foi criada para atender as demandas crescentes de desenvolvimento de software mais rápidos e, consequentemente, mais baratos também.

Quando fazemos um paralelo para outras áreas das empresas, a necessidade de processos mais ágeis, mais baratos e eficientes também é uma realidade que não pode ser perdida de vista e, muitas vezes, com muitas barreiras a serem transpostas. Maior criatividade e agilidade na resolução de problemas é fator de diferencial competitivo para as empresas neste novo cenário político, econômico e cultural que estamos vivendo.

Há muita referência a respeito de métodos ágeis com foco no desenvolvimento e gestão de projetos, mas pouco sobre liderança e, neste contexto, o autor do livro Management 3.0, Jurgen, veio para cobrir uma lacuna.

Jurgen propõe ferramentas e práticas para:

  1. Energizar as pessoas – garantir que as pessoas trabalhem como equipe de alta performance, com agilidade e criatividade.
  2. Empoderar a equipe – agilidade e estruturas hierarquizadas não combinam. Para ganhar agilidade, a capacidade de auto-gestão e autonomia para tomada de decisão são condições básicas, além de confiança por parte da liderança.
  3. Alinhar restrições – não existe uma empresa que tenha restrições de orçamento, de investimentos, restrições de headcount. Sendo assim, alinhar todos os colaboradores da organização, definir quais são as restrições e quais são os objetivos, é a maneira mais direta de garantir que todos estejam na mesma direção.
  4. Desenvolver competências – todas as pessoas têm necessidades de desenvolvimento de suas competências técnicas e comportamentais e, cabe ao líder, conhecer cada membro de sua equipe e proporcionar as oportunidades de desenvolvimento imprescindíveis.
  5. Crescer estrutura – todas as empresas querem crescer e prosperar de maneira sustentável, mas para ter o perfeito balanceamento, a empresa deve conseguir avaliar e definir qual o nível de especialização necessária, qual o nível de hierarquização e como facilitar a comunicação e a desburocratização.
  6. Melhorar tudo – aqui é tudo mesmo: pessoas, processos, produtos, estruturas, sistemas. É garantir que a empresa esteja fazendo a melhoria continua o tempo todo, sem se desestruturar, tendo sua liderança como facilitadores e mediadores da mudança.

O foco do líder deixa de ser controlar a equipe e passa a ser o de apoiar e garantir que não existam bloqueios para que tudo flua, garantindo um ambiente de confiança, em que todos possam ser criativos e possam trabalhar efetivamente juntos.

Pode parecer utópico, num primeiro momento, mas a busca pela mudança, melhoria e crescimento, é característica do ser humano, que a cada dia anseia por mais e melhor.

Não deixe sua empresa no passado, modernize suas técnicas de gestão e ganhe agilidade e sucesso!

Por Leylah Macluf, diretora da Consultoria BBold –  www.bbold.com.br