Na educação, o online não é virtual, é real

A diferença do online para o off-line é que o aprendizado depende muito mais do aluno do que da plataforma que ele acessa

  O ensino a distância (EAD) já não é mais o mesmo. Se, há alguns anos, aprender por meio de “aulas virtuais” era passível de algum tipo de preconceito, hoje é consagrada como uma das alternativas mais interessantes para nos qualificarmos. Ainda mais em um mundo que exige muito de nós e em velocidade recorde.

É raro – senão improvável ou impossível – ouvir que alguém não corre contra o tempo no dia a dia. Nossas rotinas estão cada vez mais recheadas de compromissos, pois estamos conectados a todo momento. E, é justamente essa conexão, que me permite usar alguns momentos livres, para assistir a alguma aula do conceituado MIT ou palestra do famoso TED.

A diferença do online para o off-line é que o aprendizado depende muito mais do aluno do que da plataforma que ele acessa. Sim, é claro que o formato do ensino a distância oferecido conta muito para a adesão do matriculado, mas a proposta desse tipo de aprendizado é oferecer o caminho, a “curadoria” ao aluno, que, por sua vez, decide ao longo do dia o momento que irá usufruir do conteúdo.

O Brasil já despertou para esse mundo de possibilidades e vem incentivando a abertura da modalidade virtual de diversas áreas de conhecimento. As grandes universidades brasileiras oferecem o AED já com qualidade, com vídeos, plataformas de discussão, fóruns e outros meios de abordagem das disciplinas. Estimativas apontam, inclusive, que, neste ano, o país chegaria a dois milhões de estudantes no ensino a distância.]

As universidades internacionais também estão somente a cliques de distância – inclusive gratuitamente. A conceituada Universidade de Harvard, nos EUA, conta com sua “Open Learning Initiative”, que oferece modalidades de cursos livres e abertos para todo o público. O famoso Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) também disponibiliza cursos online e livres, assim como as universidades de Yale, Michigan e a britânica Cambridge.

Há ainda as plataformas de unem cursos disponibilizados por universidades e institutos de todo o mundo – como Cousera, Future Learn, Udemy, Udacity, entre tantos outros. Muitos dos temas ofertados também são gratuitos, o que não pode ser uma desculpa para falta de compromisso com as tarefas exigidas a cada fim de aula.

Mas, se a barreira para começar a estudar online numa instituição internacional é o idioma, o próprio mundo virtual está repleto de novas escolas e plataformas de ensino de línguas – com professores nativos, para quem preferir. Aplicativos de celular, como o Duolingo, ainda complementam o aprendizado, em um divertido formato de jogo.

Para o empreendedor, então, que ganha tempo almoçando um sanduíche em nome da dedicação praticamente integral aos negócios, os cursos de online learning são quase uma extensão do cérebro. Eles são fonte de consulta a todo o momento e estão disponíveis para a hora que vai do gosto de cada um – como à 1h da madrugada.

Por Victor Felipe Oliveira, CEO da VGX Contact Center