O papel do hunting, hoje

É preciso entender qual o perfil de profissional específico que a empresa precisa no momento

Quando falamos dos Recursos Humanos, por mais que pareça uma atividade imutável, todos os fatores externos influenciam neste processo. Até mesmo atitudes que parecem não impactantes no momento presente podem exigir que os hunters se atentem a aspectos não cogitados anteriormente e tenham que se apressar para se adaptar ao futuro.

Começo essa série de textos para o Mundo RH com uma indagação: estamos prontos para a nova geração de candidatos que virá? Não digo os já famosos millennials, com seus excessos de informação, mas as gerações Z e alpha, que englobam os nascidos entre 2000 e os dias atuais. São profissionais que terão uma consciência diferente em quesitos como ritmo de trabalho, espaço, performance e gestão. Parece que eles ainda serão crianças e adolescentes, eternamente vidrados em seus youtubers preferidos, mas logo menos eles irão ingressar no mercado de trabalho.

Como profissional da área, é necessário que estejamos bem atentos. Conectar clientes e candidatos utilizando o TI como pilar estratégico, por exemplo, ou mesmo agregar valores já estabelecidos, como confiabilidade e eficiência, farão a diferença na área de Recursos Humanos. Além disso, devemos trazer para o mundo do hunting conceitos como a jornada do cliente, prática estabelecida no varejo e outros mindsets oriundos dos mais diferentes setores.

É preciso perceber que o quanto antes conseguirmos antever as necessidades do mercado, melhores serão nossas performances. Entender qual o perfil de profissional específico que a empresa precisa no momento é algo que fazemos bem, agora precisamos agregar de vez o futuro as nossas atividades.

Por Pedro Dantas, consultor e sócio fundador da 2XS, boutique de Executive Search para recrutamento por meio de soluções personalizadas, combinadas com ferramentas de hunting para entender o perfil profissional que cada empresa busca de acordo com sua necessidade