RH e a urgência de adaptar suas equipes formadas pela geração Z

Criada ao redor da conectividade, Geração Z precisa de estímulos e linguagens que conectem experiências aos treinamentos corporativos

A educação contínua da equipe é um ponto importante dentro das empresas, pois ela garante que o colaborador estará sempre apto para exercer determinado cargo.

Pensando nisso, os gestores começaram a procurar novos meios para melhorar os desempenhos das equipes e também motivá-las. São vários os fatores que levaram as empresas a repensarem em um novo modelo de educação, mas a principal razão é o perfil deste colaborador.

Atualmente, quem está ocupando os cargos nos espaços empresariais são os jovens da geração Z, os nativos digitais, que nasceram na década de 90 até o ano de 2010, uma geração que é altamente ligada em tecnologia e internet.

Dados da Trend|247, empresa de estudos em comportamento de consumo, apontam que esses novos trabalhadores querem flexibilidade no ambiente de trabalho e que se sentem insatisfeitos em empregos que não atendem suas expectativas.

“É uma geração muito conectada. Eles buscam experiências, coisas novas, desafios e são totalmente ligados a tecnologia. Não adianta colocar uma equipe formada pela geração Z numa sala de treinamento e achar que o resultado será como o apresentado pela geração X. Passar os conteúdos de forma interativa auxilia muito a disseminação de informação para este público”, acrescenta Daniela Zanardo, diretora da consultoria.

O treinamento corporativo é a principal ferramenta para instruir e capacitar as equipes, o grande desafio hoje em dia, é manter este jovem da geração Z dentro da empresa, e como ensinar e treinar de uma maneira eficaz e dinâmica, de uma forma que o mesmo não se sinta entediado e consiga absorver o conteúdo.

Murilo Nocêra, sócio do Studio EAD, empresa que desenvolve plataformas online para treinamentos corporativos, acredita que o e-learning é a opção para uma didática mais eficiente.

“O e-learning é um método que veio para facilitar a vida do colaborador, pois ele é totalmente flexível e também capaz de gerar mais resultados. A geração Z é formada por um grupo de pessoas que desconhece o mundo sem internet, a vida é online, não é à toa que cursos EAD estão sendo cada vez mais procurados por este público, porque tudo que os jovens querem é independência, inclusive no aprendizado”, analisa.

No mundo empresarial, flexibilidade se tornou palavra chave. O método EAD não está mais presente apenas nas universidades, as corporações passaram a notar que o e-learning para os treinamentos corporativos tem sido um caminho de bons resultados, principalmente no que se trata de desenvolvimento de equipes.

“O EAD é uma realidade sem volta, não existirá um momento que todos vão parar com e-learning e voltar a oferecer apenas cursos presenciais, e nem a demanda por cursos à distância deixará de existir, pois a flexibilidade que este método oferece é gigantesca, o colaborador realiza o curso na hora que quiser, quando quiser e quantas vezes achar necessário. A recepção tem sido boa e a curiosidade por parte dos gestores para verificar a eficácia do método tem sido grande”, comenta Mauricio Nocêra, também sócio do Studio EAD.

As empresas que não pensarem nesta possibilidade, evidentemente, ficarão para trás, por dois motivos básicos: o primeiro: os jovens, nativos digitais, não têm mais paciência para modelos tradicionais de educação, a interatividade e dinamismo são fatores importantes para a permanência deste colaborador.

O segundo motivo: sinônimo de tempo é dinheiro, o método EAD vem para agilizar e flexibilizar o tempo dos funcionários, ou seja, cada colaborador saberá o quanto deve dedicar ao treinamento, porque este será o momento em que ele irá aprender e aperfeiçoar. O funcionário tem a liberdade para escolher qual é o melhor horário do dia para realizar o curso, então ele terá total domínio sobre o próprio aprendizado.

Murilo ainda salienta que o EAD é a melhor alternativa, tanto para os jovens quanto para os mais velhos, por ter uma linguagem padronizada. “A linguagem do e-learning é uniforme, ou seja, é a mesma mensagem passada para todos, não há margem para interpretações diferentes, uma vez que ela sai de um único lugar. As empresas que disponibilizam ensino à distância oferecem 100% do conteúdo, isso não acontece quando é uma pessoa que aplica o treinamento, porque cada um tem um jeito próprio de ensinar, padronizar a informação torna o processe de aprendizagem mais fácil”, finaliza.