Você é um dos “quatro Hs” que o mercado precisa?

Me lembro das inúmeras reportagens que assistia há alguns anos falando sobre as empresas do futuro, os empregos do futuro e as novas formas de se trabalhar. Acompanhamos atentos o crescimento de empresas e startups como Xiomi, Evernote e, mais recentemente, Airbnb, Uber e Snapchat. No Brasil temos ótimos exemplos de ideias simples e que se transformaram em grandes empresas em seus devidos setores de atuação, como Nubank, Hotel Urbano, iFood e Conta Azul.

Mas agora a pauta é outra: Quem irá ajudar a manter o crescimento dessas empresas e, ainda mais, quem irá fomentar o ecossistema com novas ideias igualmente disruptivas? É hora de deixar um pouco de lado as empresas do futuro e debatermos sobre os profissionais do amanhã, como estamos formando e de que forma apresentamos esse novo mundo corporativo para quem está chegando nele.

Atualmente existe um alto número de vagas abertas nesse mercado e que não são preenchidas por falta de gente com conhecimento suficiente para ocupá-las, demonstrando um enorme gargalo que existe na formação de cursos universitários, que hoje não conseguem preparar de maneira completa um profissional para atuar em uma empresa que nasce digital e com ideias ainda em construção.

Seguindo nessa linha de raciocínio, você já ouviu falar sobre os “Quatro Hs”? Os Hackers, Hipsters, Hustlers e Hipers. Pois é, são eles que as startups procuram para ocupar as inúmeras cadeiras vazias nos coworkings e é bom entende-los, pois você irá ouvir muito esses termos.

O primeiro “H”, os Hackers, são os desenvolvedores web e mobile, front e back-end, são eles que irão colocar em prática tudo que é planejado e enviar para o virtual; já o time dos Hipsters, os profissionais ligados à área de design, são aqueles mais focados na usabilidade de produtos e experiência de uso; os Hustlers atuam na área de vendas, BizDev e toda a parte de customer success das empresas; e por fim, os Hipers, os responsáveis pelo marketing digital, Ads e growth hacking, e que atuam diretamente para alavancar as startups.

A forma mais eficiente para formar esses novos profissionais é dentro das próprias startups, ou em programas acadêmicos que unam as duas pontas dentro de um mesmo ambiente. Eles precisam, desde o primeiro dia, ter contato próximo com a atmosfera, demandas, frustrações e sucessos do dia-a-dia desses empreendimentos que sim, são diferentes.

E aí, em qual dos “Hs” você se encaixa?

Guilherme Junqueira é CEO da Gama Academy, escola de transformação tecnológica que cria programas educacionais para os profissionais do futuro.