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Quando penso em mulheres no e-commerce, é impossível não lembrar de Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza

A hora e a vez das mulheres no e-commerce

As mulheres têm adquirido relevância cada vez maior no e-commerce brasileiro, nos dois lados da tela. Segundo o Censo do E-commerce 2018, realizado pela Loja Integrada, 355,1 das lojas virtuais são comandadas por empreendedoras, um avanço notável em relação ao ano anterior, quando essa porcentagem foi de 28,7%.  No estado de São Paulo, elas são donas de mais de 60% das lojas eletrônicas.

Embora ainda tenhamos passos importantes a trilhar rumo a uma representatividade mais equilibrada das empreendedoras em nível nacional, os números mostram que esta é a hora e a vez das mulheres no comércio eletrônico, ainda bem! Entre os principais fatores que impulsionam o sucesso delas nesse nicho, podemos destacar a boa formação (em geral elas têm mais anos de estudo), a atenção ao detalhe, a vontade de inovar e, principalmente, a determinação para provar seu valor a si mesmas e aos outros, batalhando incansavelmente pelos melhores resultados.

Quando penso em mulheres no e-commerce, é impossível não lembrar de Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza, referência para tantas de nós. Uma das três mulheres mais poderosas do Brasil, segundo a revista Forbes, ela liderou o processo de transformação digital que permitiu catapultar o êxito da empresa e responder às demandas do século XXI.

Luiza Helena Trajano, que em 1992 desenvolveu, ao lado de seu time, um modelo pioneiro de vendas eletrônicas, tem transformado o Magazine Luiza em uma empresa cada vez mais digital, sem, no entanto, perder as características que fazem parte do DNA da marca: o “calor humano” e a proximidade no relacionamento com o cliente. Não à toa, a marca foi uma das três empresas brasileiras incluídas no ranking global dos 250 maiores varejistas organizado pela consultoria Deloitte.

Ela, felizmente, não é a única. Cada vez mais surgem, em nosso país, cases de sucesso das mulheres no comércio eletrônico. Para citar apenas algumas, temos Luana Martins, que fundou a Let’s Gym, que em poucos anos já se fez presente em mais de dez países; Núbia Mota, profissional com vasta experiência em e-commerce e que hoje é head de marketing e business development da Magento, empresa adquirida pela Adobe e Edileine Loiola, fundadora da Soulog, que oferece soluções logísticas para lojas virtuais. As duas últimas tiveram o talento reconhecido na última edição do Prêmio ABComm de Inovação Digital. Enfim, bons exemplos não faltam. Que as mulheres continuem, merecidamente, a brilhar cada vez mais no varejo virtual!

Liliane Caldas é sócia diretora na ComSchool

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