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A saúde corporativa se tornou um enorme desafio para as empresas

Gasto com saúde é o segundo maior custo de pessoal para as empresas e há soluções para enfrentar esse desafio

A saúde corporativa se tornou um enorme desafio para as empresas

A saúde corporativa se tornou um enorme desafio para as empresas. Os planos de saúde, individuais e coletivos, atendem cerca de 48 milhões de brasileiros e representam o segundo maior gasto de pessoal das companhias. Por isso, propor alternativas e soluções para as empresas enfrentarem os custos em constante alta será um dos temas abordados durante a 44ª edição do CONARH (Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas), a ser realizado entre os dias 14 e 16 de agosto em São Paulo. Nesta edição, o tema do CONARH será ‘Protagonistas da Transformação’.

Os gastos com saúde, que variam entre 10% e 20% dos custos totais de uma empresa, têm registrado consistente alta nos últimos anos, superando de longe a inflação que, em 2017, fechou em 2,95%.

Uma pesquisa sobre as práticas de gestão da saúde nas empresas realizada pela ABRH-Brasil, em parceria com a ASAP (Aliança para Saúde Populacional), mostrou que cerca de metade das empresas que trabalham com estratégias não faz uso de indicadores.

Estratégias ineficazes

A pesquisa mostra que, apesar de a maioria das organizações promoverem ações específicas de saúde, elas não estão sendo eficazes. As companhias, portanto, precisam investir principalmente em uma política de prevenção e trabalharem nas causas do problema, não apenas nos efeitos.

O questionário foi respondido por 668 profissionais de RH, que representam aproximadamente 1,3 milhão de empregados ou 3 milhões de beneficiários dos planos de saúde corporativos, contando os dependentes. O número corresponde a 10% do total de usuários desses planos corporativos no Brasil.

Uso indevido dos planos

Para justificar a alta dos custos, especialistas de saúde registram a existência de exageros: o elevado número de cirurgias, próteses, exames repetitivos e medicamentos desnecessários. Os dados da ANS mostram que, no Brasil, médicos de planos de saúde solicitam mais exames do que outros países mais desenvolvidos. O número de ressonâncias magnéticas cresceu 22,5%, em apenas dois anos (2014-2016), e hoje supera em 153% o número de exames per capta dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Por desinformação e despreparo, as pessoas utilizam os planos de saúde de forma inadequada, fazem consultas e exames em excesso, muitas vezes solicitados por médicos que não têm condições de fazer um diagnóstico apropriado. Para complementar o desperdício, muitos exames, depois de realizados, não são sequer retirados. Neste caso, são as empresas que financiam a maior parte desses gastos, e muitas delas sem saber ou acompanhar o que está acontecendo.

Para agravar ainda mais, muitos empregados que utilizam intensivamente o plano de saúde não mudam seus comportamentos de risco: sedentarismo, sobrepeso, sono insuficiente, alimentação deficiente e descuido com doenças crônicas, como diabetes, pressão alta, entre outras.

Dessa maneira, sem atuar sobre as causas, os problemas se repetem e se agravam. Esses resultados mostram que há uma grande oportunidade para os líderes de RH aprimorarem suas estratégias e gestão da saúde corporativa, visando reduzir a escalada dos custos e, acima de tudo, proteger a vida e a integridade das pessoas.

O desperdício de recursos pode ser revertido em economia para a empresa, produtividade e satisfação para o colaborador.

Por Luiz Edmundo Rosa, Diretor de Desenvolvimento de Pessoas da ABRH-Brasil

 

 

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