Dica de leitura

A trajetória do maior goleiro da história do Corinthians

Os bastidores da vida de um dos jogadores mais importantes do clube paulista

Ser goleiro é viver de desafios. É ser o herói e o vilão em apenas 90 minutos. Às vezes evitar o que parecia inevitável. E num time com a grandeza do Corinthians, preenchido por uma massa de 20 milhões de torcedores apaixonados, Cássio Ramos escreveu seu nome na galeria de craques da posição, que já teve Gylmar dos Santos Neves, Ronaldo Giovanelli e Dida. Ele se tornou o segundo goleiro que mais vestiu a camisa alvinegra, totalizando 9 títulos e mais de 400 jogos, que o coroaram como um ídolo indiscutível.

É o que afirma o jornalista Celso Unzelte em Cássio – A trajetória do maior goleiro da história do Corinthians, da editora Universo dos Livros. Da infância no pequeno município gaúcho de Veranópolis, Celso traz os primeiros passos da carreira do goleiro, aos 12 anos de idade. O nunca tão pequeno Cássio, que chegaria a 1,95 metro de altura, logo ganhou o apelido de “Gigante” na escolinha de futebol.

A paixão pelo esporte era dividida entre a escola e o trabalho no lava-rápido do tio João Carlos Ramos, o “Kojak”. Este, um personagem predominante em sua incipiente carreira, que lhe deu as primeiras luvas e o apoio para os primeiros testes no Tubarão e no Juventude até chegar na escolinha do Grêmio. Ainda bem jovem embarca para a Holanda, primeiramente para defender o PSV Eindhoven e depois o Sparta Rotterdam. Foram diversos jogos amargando a reserva.

Sua sorte começou a mudar aos 24 anos de idade quando retorna ao Brasil para jogar no Corinthians. E, no dia 23 de maio de 2012, o Timão assistiria o nascimento do maior goleiro da história do clube. O Pacaembu era o palco do espetáculo, quando aos 17 minutos do segundo tempo Cássio desvia um chute, cara a cara, do atacante vascaíno Diego Souza, ajudando a levar o time às semifinais da Libertadores da América.

Por trás da trajetória, ano a ano defendendo o Timão, o livro é pontuado por depoimentos que revelam as pressões e alguns dos sentimentos em momentos importantes do ser humano Cássio, muitas vezes deixado de lado pelos exigentes torcedores. Sem esquecer de dar voz a profissionais importantes que acompanharam sua carreira vitoriosa, como Muricy Ramalho e Mauri Lima.

Nas palavras de Lima, treinador de goleiros, Cássio pode ser colocado no rol dos maiores no futebol brasileiro. “Acho difícil que surja um outro goleiro da história do clube com tanto sucesso como ele teve, que ganhe tantos títulos como ele ganhou, que seja tão importante nas horas decisivas como ele foi, independentemente do número de jogos que venha a fazer, dos recordes que venha a bater”.

O livro finaliza com Cássio em primeira pessoa revelando seu amor pelo Corinthians e a gratidão pelos torcedores. Como o próprio descreve na carta à fiel torcida: “Todo mundo fala que a pressão de jogar no Corinthians é diferente, tanto para o lado positivo quanto para o lado negativo. Mas eu tinha uma coisa muito clara na minha cabeça: quando eu tivesse uma chance, nunca mais ia sair. E foi o que aconteceu”.


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