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“Apagão de lideranças” é uma realidade para 76% dos CEOs

Levantamento realizado com 40 presidentes para o Fórum CEO Brasil aponta ainda dificuldade para formar lideranças

Enquete feita com exclusividade para o Fórum CEO Brasil 2018, que ocorreu nos dias 06 a 09 de setembro na Bahia, aponta que a maioria dos presidentes de empresa entrevistados (76%), o “apagão de lideranças” é uma realidade. Essa lacuna fica mais evidente quando somente 11% afirmam que suas companhias são preparadas e atrativas para os nativos digitais, ao passo que 43% “pretendem” preparar seus líderes para a mesma geração. O levantamento foi realizado com 40 presidentes de empresas.

Na relação dos maiores desafios, 57% acreditam que o principal deles é desenvolver líderes em todos os níveis da organização. Em 30% das respostas, os CEOs admitem não possuir lideranças, enquanto 46% calculam contar com líderes somente em postos-chave. No total, o “apagão de lideranças” é uma realidade para 76%. Essa lacuna fica mais evidente quando somente 11% afirmam que suas companhias são preparadas e atrativas para os nativos digitais, ao passo que 43% “pretendem” preparar seus líderes para a mesma geração.

“Esse recorte da pesquisa mostra como a liderança entrou no centro das preocupações do CEO e como isso impõe que ele reforce a sua própria condição de líder. Não só para o negócio, mas para o posicionamento da organização junto ao mercado, os novos talentos que estão chegando e à sociedade”, analisa o CEO do Experience Club, Ricardo Natale.

Entre as maiores inseguranças apresentadas pelos CEOs está o modelo de gestão adotado pelas empresas para o atual momento do mercado. De acordo com o estudo, 51% dos respondentes acreditam que “faltam alguns ajustes” para suas organizações, enquanto 49% afirmam que “faltam muitos”.

Papel da inovação

Em contrapartida, o esforço por inovação não teve o mesmo grau de urgência na pesquisa. O levantamento apontou que apenas 40% dos CEOs confirmam a necessidade de acelerar a transformação digital, enquanto 35% acreditam que seu modelo de negócio será um híbrido entre mercado físico e digital. No total, 35% dos presidentes afirmam que seu maior desafio é tornar a empresa mais inovadora, segundo item em preocupação depois da formação de líderes e um pouco acima da preocupação em garantir o resultado do negócio (32%).

“Vejo que os líderes das empresas não estão dando a devida importância à inovação. Resiste a crença de que os maiores problemas vêm da política e da economia, e não das grandes transformações que a tecnologia está provocando nos negócios em todo o mundo”, avalia César Souza, presidente do Grupo Empreenda, responsável pela pesquisa.

Tecnologia e Finanças

Entrando no tema dos investimentos e novas práticas de gestão, o estudo apontou que a necessidade de crédito ainda é significativa para o desenvolvimento econômico. Na leitura de 70% dos entrevistados, a facilitação do acesso a capital teria um efeito “transformador” na expansão dos negócios com os clientes existentes e uma nova base atualmente fora do radar.

O uso de ferramentas estratégicas de alta performance, por sua vez, revela um cenário preocupante. Apenas 13% utilizam big data para a tomada de decisões e 21% afirmam não possuir nenhuma iniciativa para adotar a tecnologia. No campo da segurança de dados, 73% admitem que ainda “há um trabalho significativo a ser feito visando mitigar os riscos a fraudes digitais”.

 

 


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