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Carro ou transporte público: conheça as vantagens e desvantagens

Vale combustível pode ser usado como opção de benefício para os colaboradores, no lugar do vale-transporte

Com o aumento no valor do combustível, de 2,046%, que representa R$ 0,0396 por litro, muitos profissionais têm escolhido o transporte público, como opção de deslocamento até o trabalho. Algumas empresas oferecem ao colaborador a possibilidade de escolher entre o vale-transporte e o vale combustível, como benefício, tendo em vista que cada indivíduo tem perfis distintos e, mesmo não sendo a maioria, muitos ainda preferem ir ao trabalho com seus próprios carros. Pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência a pedido da Rede Nossa São Paulo, em 2018, sobre mobilidade urbana, apontou que 24% dos entrevistados utilizam o carro como principal meio de transporte, apresentando um aumento de 2% em relação a 2017.

Carro ou transporte público: conheça as vantagens e desvantagensAo disponibilizar o vale combustível, a empresa não pode descontar mais do que 6% do salário do colaborador, considerando que o benefício está inserido no mesmo direito do vale-transporte, lei 7.418 de 1985. O sócio-diretor da RB Serviços, empresa de benefícios, Renato Zacharias, explica que com o cartão combustível é possível que a organização mantenha um controle sob os gastos com transporte. “Este benefício pode facilitar a rotina daqueles que preferem ir de carro para o trabalho, tendo em vista que estes cartões, em geral, contam com uma ampla rede de postos de gasolina credenciados e é uma forma segura e prática de administrar o valor destinado para o deslocamento do colaborador que prefere ir trabalhar de carro”, comenta.

O vale-transporte, por sua vez, é uma concessão da legislação brasileira que afirma que todo empregador, é obrigado a disponibilizar o benefício para o deslocamento do colaborador. “Este benefício é o mais utilizado pelas empresas e, em geral, é fornecido por meio do bilhete único, encomendado pela própria organização. O vale-transporte não tem caráter salarial e as empresas não precisam pagar um valor pré-determinado por dia, mas, sim, mensalmente, podendo ser descontado o que não for utilizado pelo colaborador, no próximo mês”, explica.

Para Zacharias, o vale-transporte é encarado, com frequência, como única opção de benefício porque é destacado, junto aos sindicatos e conselhos de classes. “O vale transporte é sempre lembrado, seja em convenções de classe, acordos coletivos de trabalho (ACTs) ou em qualquer outra situação, enquanto o vale combustível dificilmente é discutido como opção de benefício para o colaborador. O que poucas organizações não levam em consideração é que não há necessidade de optar por um ou outro tipo de benefício para o transporte, tendo em vista que é possível contar com as duas opções e deixar que o colaborador escolha a melhor forma para seu deslocamento até o trabalho”, diz.

Carro ou transporte público: conheça as vantagens e desvantagensDe acordo com levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo, com o salário mínimo de R$ 998 e a passagem entre R$ 4,30, na tarifa única, e R$ 7,48, na integração entre ônibus e trilhos, o trabalhador que utiliza, diariamente, do transporte público para se locomover gasta até 33% do recebimento mensal. Outro estudo realizado pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar), em 2018, apontou que o custo anual é de, aproximadamente, R$ 20 mil. “Os dois meios de transporte têm seus prós e contras, por isso, a escolha sobre a opção de deslocamento deve ser feita pelo colaborador, mediante uma análise de custo, tempo de locomoção, entre outros aspectos que devem ser levados em consideração. Por isso, é importante que a empresa disponibilize as duas opções de benefício”, finaliza.

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