Colunista

Casa nova, vida nova

A experiência do RH da Central Nacional Unimed em seu novo e moderno espaço de trabalho

Por trás de grandes mudanças e conquistas em uma empresa, que a elevam para um novo momento em sua história, é inegável o papel dos gestores. Da mesma maneira que é preciso levar muito em conta o comprometimento dos colaboradores, que se unem para tirar os projetos do papel e aceitam que determinados processos têm que mudar para que a empresa possa crescer. A prova material de que os esforços valeram à pena é o projeto, enfim, implementado.

Muitas organizações simbolizam esse novo momento mudando sua sede para um espaço próprio, por exemplo. Muito mais do que um prédio, a mudança assinala uma nova narrativa para a empresa. É uma oportunidade de construção ou reafirmação da cultura organizacional que a define e, muitas vezes, pressupõe grandes mudanças internas e de comportamento dos colaboradores. Em outras palavras: é o momento de alinhar a organização como um todo em um novo mindset.

Em um primeiro momento essa mudança pode causar uma certa insegurança, ainda mais se as diferenças com o espaço antigo forem bruscas. Por exemplo, se o prédio anterior for dividido em repartições e o novo projeto adotar o conceito de open space, a adaptação pode ser mais difícil, uma vez que o segundo modelo traz mais interação entre os colaboradores e suas áreas, fazendo com que qualquer ação impacte o andar como um todo. Nesse contexto, nossa atuação dentro do departamento de RH é fundamental para introduzir esse novo modelo de operação.

Um bom caminho a se seguir é a criação do sentimento de expectativa, como o que sentimos quando mudamos para uma casa nova. A maior preocupação desde o princípio deve ser a criação de um ambiente acolhedor para os colaboradores, afinal é onde eles passam a maior parte do dia. Muitos gestores de Recursos Humanos falam em retenção de funcionário, mas acredito que todo o nosso trabalho deve ser direcionado para criar oportunidades de escolha, ou seja, temos que dar subsídios que permitam que nossos colaboradores escolham permanecer conosco. A mudança para um prédio mais moderno, bonito e inspirador se enquadra nessas medidas.

Também é interessante articular a mudança de sede com mais ações voltadas para os colaboradores, que contribuam para o novo posicionamento da organização ou então para fortalecer o que já existe. A implementação de programas internos de capacitação, voltados para os diferentes níveis hierárquicos da empresa é um bom começo. Além disso, é importante se preocupar com o desenvolvimento dos jovens talentos, afinal, não são raras as iniciativas que focam unicamente nos executivos da empresa. Entretanto, quando nos esquecemos da base, podemos perder grandes profissionais que poderiam agregar nos resultados.

Nesse sentido se faz necessário o papel de escuta do departamento de Recursos Humanos e sua participação ativa na aprovação do projeto, pois é fundamental pensar nas demandas internas e nas formas de resolvê-las. Para o colaborador não fará sentido mudar para um novo prédio sem que haja uma melhoria dos processos internos. Caso isso ocorra, o impacto será sentido rapidamente no clima organizacional e no engajamento dos colaboradores.

Por Rosimeire Franco – superintendente de RH da Central Nacional Unimed

 


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