Opinião

CEO indica como manter a continuidade das funções de RH em tempos de Coronavírus

Ruptura no modelo tradicional de trabalho também é desafio para área de RH

O distanciamento social imposto como resposta ao COVID-19 tem levado as empresas a finalmente considerar, iniciar ou mesmo reexaminar suas experiências de trabalho remoto. Estudos recentes da Mercer, consultoria em carreira, saúde, previdência e investimentos, já apontavam que 72% das empresas no Brasil planejavam investir em inteligência artificial e automação durante 2020. Apesar disso, e embora muitas organizações já contem com soluções tecnológicas que viabilizam as operações de RH de forma remota, alguns profissionais vem enfrentando interrupções indesejadas em processos como recrutamento, avaliação de desempenho, pagamento de bônus e treinamentos.

“A ameaça do Coronavírus está levando indivíduos, pequenas, médias e grandes empresas a reavaliar hábitos há muito tempo incontestados”, afirma Eduardo Marchiori, CEO da Mercer Brasil. “Conforme a pandemia avança, temos visto surgirem questionamentos sobre a maneira como trabalhamos. Quem pode trabalhar remotamente? É realmente necessário entrevistar um candidato de forma presencial? Como podemos tornar as reuniões virtuais mais atraentes, inclusivas e produtivas? Quão prontos estamos para adotar treinamentos à distância?”, questiona o executivo.

Segundo Marchiori, empresas que necessitam de profissionais com alta demanda no mercado, como os da área de Análise de Dados e Business Intelligence, por exemplo, precisam manter sua estratégia de seleção de pessoas ativa e fluida.  Para assegurar a continuidade do negócio, ele dá os seguintes conselhos:

  • Usar plataformas seguras e confiáveis de aplicação de assessments online;
  • Investir em ferramentas que assegurem a efetividade e o prosseguimento das contratações;
  • Mapear as posições críticas e o pipeline de talentos para ocupar futuras posições na organização, uma vez que estes podem ficar ainda mais escassos em momentos de incerteza.

  O CEO aponta que, além de olhar para fora, as empresas também precisam se voltar para dentro, para o tipo de experiência que estão proporcionando aos colaboradores perante o atual cenário.

“Uma experiência de trabalho efetiva e relevante no dia-a-dia é essencial para reter os melhores talentos.  O fato é que, enquanto as organizações se desdobram para garantir a continuidade dos negócios, descobrimos que precisamos experimentar novas formas de relacionamento no trabalho se quisermos manter o senso de pertencimento dos colaboradores”, afirma Marchiori.

Para manter um relacionamento próximo entre pessoas que estão fisicamente distantes, ele elenca algumas sugestões que podem ser viabilizadas por meio de ferramentas de videoconferência, tão comuns nas empresas hoje em dia:

  • Promover “happy hours” virtuais em que as equipes têm a oportunidade de extravasar os momentos tensos da semana;
  • Desenvolver eventos como, por exemplo, shows de talentos virtuais em que os funcionários podem mostrar seus dotes criativos e artísticos, como cantar, tocar instrumentos, declamar poesias; 
  • Compartilhar fotos das equipes trabalhando em home office, compondo murais ou quadros virtuais divertidos.

Para o executivo, as empresas que conseguirem manter o equilíbrio entre empatia e resultados serão mais bem sucedidas diante da imprevisibilidade. “As organizações precisam colocar o cuidado com as pessoas e as métricas de produtividade lado a lado, enquanto enfrentam simultaneamente o COVID-19 e suas consequências econômicas”, conclui.

 


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