Comportamento

CEOs compartilham seus aprendizados após um mês de quarentena

Os CEOs se viram com um papel ainda mais central para conseguir sobreviver à crise

Em muitos estados do Brasil, a quarentena já completou três semanas. Com um começo muito conturbado para a maior parte das empresas, que tiveram que se virar para digitalizar processos e implementar home office às pressas, os CEOs se viram com um papel ainda mais central para conseguir sobreviver à crise, e mais que isso, aprender com ela. Pensar estrategicamente em um momento de incertezas, lidar com colaboradores, clientes e fornecedores, tomar decisões rápidas em um cenário que muda todo os dias, têm desafiado até mesmo os líderes mais experientes.

Apesar das incertezas, algumas importantes lições já foram aprendidas nesse curto período. Confira as lições de 5  CEOs de empresas de diferentes portes  até o momento.

Sidnei Bunde, CEO da Supero Tecnologia

“Comunicação clara, periódica e transparente com todos do time é fundamental”, destaca Sidnei. Empreendedor há 17 anos, ele conta que já testemunhou diferentes atitudes em relação ao coronavírus: os excessivamente otimistas; os que simplesmente desprezam; e os que se mantém calados, esperando as coisas acontecerem. Em sua visão,  o mais adequado é ter proatividade. Desde que a crise começou, foi criado um programa de comunicação com informes regulares na Supero, desse modo os profissionais sabem quando vão chegar os comunicados da empresa, que são sempre claros, expondo o que ele sabe e o que não sabe sobre a situação e, sobretudo, deixando claro que está acompanhando ativamente o assunto para tomar medidas no momento oportuno.

Jonatan da Costa, CEO da Área Central

“É preciso estar atento aos clientes e aos prospects”, declara Jonatan da Costa, CEO da Área Central. Além de concentrar esforços para manter a produtividade e o engajamento dos colaboradores, é preciso entender o momento de quem contrata os serviços. “É necessário ter um olhar analítico e cauteloso para atender bem às necessidades, gerando valor e propondo estratégias eficientes para todos”, comenta o CEO. O caminho para manter os clientes e atingir os potenciais é o digital, fortalecendo a comunicação e apresentando soluções aliadas à tecnologia.

Luiz Alberto Ferla, fundador e CEO do DOT digital group

“Um momento desafiador como o que estamos vivendo nos faz refletir mais sobre os negócios. É preciso agir rápido e certo, pois a crise vai passar e precisamos estar preparados”, observa o fundador e CEO da empresa de educação digital DOT digital group, Luiz Alberto Ferla. Ele acredita que toda crise traz oportunidades e que, fazer essa conversão, passa pelo seguinte tripé: “Primeiro, é preciso saber ler o ambiente externo e traduzir isso rapidamente para as ações que podem ser feitas no negócio. Segundo, o momento é de rever custos e cortar os que não agregam valor ao negócio e aos clientes. Por fim, é preciso manter a equipe alinhada e engajada para entregar mais para o cliente e minimizar a sensação de crise”.

Ricardo Hoerde, fundador e CEO da Diálogo Logística
“A Lição que fica é a de que é preciso encarar o medo e as incertezas do mercado com coragem e capacidade de inovar no dia a dia”. A experiência é relatada por Ricardo Hoerde, CEO da Diálogo Logística, que mobilizou toda a equipe de operações e os canais de entrega da transportadora, e lançou um serviço capaz de gerar valor para os clientes, o próprio negócio e a sociedade. Em tempo recorde, a empresa criou uma atualização em seu aplicativo permitindo que o consumidor pudesse comprovar o recebimento de seus pedidos online por comando de voz, reduzindo o contato com o entregador e também os riscos de contágio. “Isso deu confiança aos nossos parceiros e entregadores de que estamos prontos para continuar as nossas operações com segurança, respeitando à saúde das pessoas, e conseguindo ajudá-los a atender a demanda dos seus clientes neste momento”, completa.

Fernando Salla, CEO da Effecti

Entregar mais aos clientes sem onerá-los é um dos maiores aprendizados que Fernando Salla, CEO da Effecti, startup especializada em tecnologia para licitantes, teve nas últimas semanas. A empresa possui mais de 1000 clientes em sua base. “O mesmo impacto que ocorre na nossa empresa, certamente acontece na do cliente, então esse é o momento de nos mostrarmos parceiros, ajudá-los a se manter, e isso se traduz em entregar mais do que ele precisa, seja conteúdo, funcionalidades adicionais na plataforma, sempre com um acompanhamento contínuo”, explica Salla. Ele destaca que essa ação está fazendo diferença nesse período. Na última semana, por exemplo, a Effecti promoveu uma série de webinars gratuitos que alcançaram mais de três mil pessoas.


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