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Cinco maneiras como o Design Thinking impulsiona a inovação no desenvolvimento de produtos

O Design Thinking permite que as empresas estejam sempre à frente das inovações em tecnologias digitais

Cada vez mais empresas estão transformando o desenvolvimento de produtos por meio de métodos de design que colocam o cliente em primeiro lugar. Ou seja, em vez de depender do “feeling” da equipe, o foco agora é cultivar a empatia pelos usuários, com foco na iteração e na geração de protótipos, promovendo uma série de testes ao longo do processo. É o que chamamos de Design Thinking, metodologia cujo objetivo é traduzir e replicar no ambiente de negócios a forma de pensamento dos designers.

Neste cenário, cada vez mais indústrias e empresas estão adotando o Design Thinking para desenhar produtos inovadores, que atendam às necessidades do cliente em constante evolução. A área de desenvolvimento de aplicativos é um dos exemplos mais fortes. Segundo dados divulgados pelo Gartner, os aplicativos móveis vão ser a principal fonte de impacto no sucesso dos negócios em 2020, e isso deve acontecer na medida em que os aplicativos consigam estabelecer novos pontos de contato com os usuários e agregar novas modalidades O Design Thinking é o recurso ideal para estar à frente das necessidades desses usuários, fazendo com que sejam eles o centro do processo de desenho de novos aplicativos de interações.

E isso não vale apenas para a área de desenvolvimento de aplicativos. Por meio da projeção do ponto de vista do usuário, o Design Thinking permite que as empresas estejam sempre à frente das inovações em tecnologias digitais, transformando sua cultura e seus processos para impulsionar a inovação no desenvolvimento de produtos que privilegiem a experiência do cliente, permitindo entregar mais valor, aumentar a satisfação, a fidelidade e a competitividade.

Conheça cinco formas como o Design Thinking pode tornar o desenvolvimento de produtos mais inovador:

1- Foco no usuário

O primeiro motivo pelo qual você deve conhecer melhor e implementar o Design Thinking no desenvolvimento de produtos é o foco no usuário, resolvendo as suas necessidades reais. Quando o usuário final está no centro do processo, o objetivo passa a ser desenvolver produtos e soluções úteis que criem valor de forma única, atendendo as demandas do cliente, e não da empresa. O processo é centrado no ser humano, aproximando-se o suficiente do usuário para ver quais são suas frustrações e como podemos tornar suas vidas e experiências melhores e mais gratificantes.

2 – Experiência coletiva

Em segundo lugar, a metodologia é uma experiência coletiva. Por meio da construção de equipes multidisciplinares e da reunião de muitas vozes à mesa, é possível fazer com que cada um saia de seu respectivo campo e departamento para alavancar o conhecimento coletivo, experiência e especialização. Os projetos de Design Thinking também permitem a troca e a criação de um ambiente colaborativo.

3 – Olhar mais empático

O terceiro ponto é a empatia que, na verdade, é o próprio fundamento do Design Thinking. Construir um projeto com foco em empatia exige que procuremos entender e identificar as necessidades ou desafios das pessoas ou usuários de um produto. As pessoas e a empresa passam a olhar as necessidades de seus clientes internos ou externos de forma mais profunda.

4 – Orientação para testes e ensaios

Construa rápido, teste rápido e corrija rápido. No Design Thinking, a filosofia de “design, teste e iteração” é a quarta razão para colocar a metodologia no radar. O objetivo é permitir inovações completamente inesperadas, criando vários protótipos rápidos e incentivando feedback imediato de usuários e clientes reais antes de gastar muito tempo, esforço ou dinheiro em novas ideias. E ninguém tem dúvida de que agilidade e assertividade são fundamentais no atual ambiente de negócios.

5 – Inovar, não inventar

E, finalmente, a quinta razão pela qual você deve investir no Design Thinking é que a metodologia não é baseada apenas na criatividade e na invenção, mas em um pensamento voltado à criação de valor e à solução de necessidades reais. Seu foco é a inovação e não o pensamento disruptivo que é mais difícil de ser implementado e parte do usuário e das condições de contorno para estabelecer a solução ótima – fugindo da solução ideal (que é difícil de ser entregue) e focando naquilo que é possível de ser feito.

Como toda mudança, investir no Design Thinking é desafiador e muda a forma como resolvemos alguns problemas, principalmente em cenários complexos nos quais queremos entregar mais valor ao usuário. Mas certamente vale a pena investir em uma nova forma de pensar que, somada com outras metodologias, promove criatividade, engajamento e maior preocupação com os valores humanos. E, claro, mais agilidade, assertividade, produtividade e competitividade.

Por Gilberto Strafacci, Diretor de Operações do Setec Consulting Group


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