Cinco passos minimalistas para mudar de carreira e de vida em 2019

O minimalismo não é uma competição de quem tem menos e consegue viver com menos

Desde a escola até a vida adulta aprendemos de forma receptiva e não ativa. Ouvimos uma pessoa que sabe mais do que nós, professores, e fazemos provas ao fim dos semestres para atestarmos que captamos o conteúdo passado. Não somos treinados a aprendermos de forma ativa, sendo proativos, buscando o conhecimento. Isso é refletido na nossa vida profissional. Optamos por profissões em que a linha de ganhos, em reais ou em outra moeda, seja rápida e sempre ascendente.

Além da forma de aprendizado nas escolas também somos imersos a uma quantidade robusta de informações, redes sociais, e padrões de consumo e de quem devemos ser ou perseguirmos ser. Aqui entra a propaganda em massa que não é apenas direcionada a adultos mais também à crianças e adolescentes. Nessa lógica social e vigente, buscando o que não queremos, mas não se dando conta disso, entramos em um ciclo de acumularmos coisas, relacionamentos rasos, e pouca procura de nós mesmos.

Para se ter ideia em números: no ano de 1983, as companhias gastaram 100 milhões de dólares em publicidade para crianças. Já em 2006 essa cifra subiu para 17 bilhões. Nesse contexto, muitos pais trabalham mais, encurtam o tempo de convivência com as crianças e muitas vezes têm profissões que não os fazem felizes.

Nesse ciclo, trocar de carreira quando se tem filhos pode ser algo impossível. Para aqueles que não são casados e não tem crianças pode parecer mais fácil, porém mudar de profissão exige um planejamento principalmente mental e isso independe se você mora com outras pessoas, se tem família ou se é responsável por outro indivíduo.

O minimalismo consiste na ideia de menos é mais, porém algo que muitos confundem é que a prática não é a oposição ao capitalismo e\ou ao consumo. E sim, uma mudança de hábitos no consumo compulsivo. Quantos de nós temos roupas e outros itens em casa que não tem finalidade? Ou como o próprio estudioso Joshuan Fields afirma quanto de nós temos “coisas” que não nos fazem felizes?

Aplicar o minimalismo além do seu lar pode ser algo difícil, porém trará uma vida mais simples e pode lhe ajudar a mudar de carreira e\ou escolher uma profissão que o fará mais feliz.

Seguem 5 ações do especialista em carreira da Minds Idiomas, Fabiano Castro, que já mudou a vida de mais de 10 Mil alunos\profissionais:

1) Avalie cada item\coisa que tem em casa e no ambiente de trabalho

Veja se realmente você usa esse objeto, quanto tempo não o usa, e se ele tem um propósito. Uma finalidade e\ou se lhe faz feliz. É um processo. Você não vai conseguir se desfazer de tudo o que não lhe é útil rapidamente, porém persista. Cheque o que pode ser doado e o que tem que ir para o lixo. Aos poucos essa “faxina” no externo vai intervir no seu interno e nas suas decisões no dia a dia.

2) Observe os seus comportamentos automáticos

Nós, seres humanos, somos programados para ficarmos insatisfeitos. Isso porque somos formados pelos nossos hábitos e muitas vezes não paramos para observá-los. Olhe como você utiliza o seu tempo, o que come, o que realmente veste, com quem conversa, quantas vezes olha para o celular, enfim. Somos formados por esses hábitos e ao percebermos que podemos mudá-los reprogramamos a forma como pensamos e concomitantemente podemos alterar as nossas ações. Isso fará você trabalhar melhor, planejar a sua mudança de carreira, se assim desejar, e construir relacionamentos mais sólidos.

3) Consciência no uso da tecnologia

Quanto de nós afirmamos que a falta de tempo nos impede de fazer coisas diariamente. Todavia, um estudo da Nokia revelou que na média pesesoa checa o seu celular 150 vezes por dia. Isso acontece, entre outras razões, porque buscamos a sensação da Dopamina que consiste no sentimento de recompensa quando retuitamos algo, recebemos cliques em uma foto, e checamos quem visualiza os nossos Stories no Instagram.

Acontece que sem o uso consciente, do tempo que destinamos por dia aos nossos smartphones, não colocamos em prática experiências realmente importantes para nós. Como um trabalho satisfatório, uma conversa realmente centrada ao que está sendo dito e ouvido, uma viagem, ou a degustação de um bom prato.

Viva o presente e real, a tecnologia pode e deve ser usada, mas com consciência.

4) Lembre-se que as suas escolhas precisam ser justificadas apenas para si mesmo, e não ao outro

Aqui, não estou afirmando a falta de empatia, e sim ampliando o debate de que o minimalismo tem a ver intrinsecamente com o que é importante para o indivíduo. Na forma mais singular possível. Ou seja, os itens físicos e escolhas emocionais têm a ver com o propósito que isso tem para esse ser humano.

Mantenha coisas e pessoas que lhe fazem felizes e tenham uma finalidade. Isso envolve carreiras, relacionamentos, e até escolhas “banais” do dia a dia.

5) Se dê liberdade

O minimalismo concede mais tempo, ou seja mais liberdade. Mesmo que você more com outras pessoas e tenha que compartilhar das suas escolhas\decisões e claro entrar em acordo com os que divide o próprio teto e assim crescer como grupo faça isso por você. O minimalismo não é uma competição de quem tem menos e consegue viver com menos. É uma nova forma de viver mais. Ter mais saúde, trabalhar com o que se gosta, ter mais tempo para os filhos, amigos, e vivenciar experiências reais.