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Coberturas em tempos de coronavírus

O cenário é desafiador e chama a atenção para o entendimento das coberturas e apólices contratadas e futuras modificações nas políticas preventivas empresariais

Ainda é cedo para mensurar todos os desdobramentos e prejuízos que afetarão a economia global desde que a Organização Mundial da Saúde reconheceu a pandemia de coronavírus. Há meses, as bolsas despencam, desde que a epidemia se iniciou em Wuhan, China, e de acordo com a Bloomberg, as consequências da pandemia podem resultar em um total de US$ 2,7 trilhões em perda de produção – valor equivalente ao PIB do Reino Unido.

Pelo mundo, medidas mais drásticas como fechamento de fronteiras, quarentenas e cancelamentos de voos domésticos e internacionais já impactam a rotina de países inteiros para evitar os crescentes casos de COVID-19.

No entanto, alguns números já podem ser analisados, principalmente nas atividades consideradas não essenciais e de grande aglomeração, como grandes eventos. Muitos deles foram adiados, cancelados e proibidos graças às medidas tomadas por alguns municípios da federação para tentar diminuir a crescente curva de contágio do novo vírus. Um recente comunicado emitido pela UFI (The Global Association of of the Exhibition Industry) alertava que, apenas até o último dia 10 março, 500 feiras foram adiadas ou canceladas pelo mundo, somando perdas econômicas na casa dos US$ 16 bilhões e impactos a dezenas de milhares de postos de trabalho. 

No Brasil, os impactos do novo coronavírus começaram a aparecer nas últimas semanas: diante da rápida escalada da infecção por coronavírus confirmados em 17 estados, além da  primeira morte confirmada em São Paulo, vivemos as incertezas sobre a duração e controle da pandemia e, como consequência, centros culturais e de convivências e escolas fecharam as portas. Turnês musicais foram adiadas ou canceladas e o mesmo aconteceu com grandes eventos como Aviesp, Feicon e Batimat, por exemplo. O Lollapalooza Brasil, que deveria acontecer no Autódromo de Interlagos entre os dias 03 e 05 de abril, foi adiado para o mês de dezembro

A MDS Brasil está em diálogo com diversos organizadores de eventos que enfrentam medos e dúvidas iminentes: como adaptar a estrutura dos eventos? É hora de adiar ou cancelar as agendas? O momento é delicado.

O cenário atual das empresas seguradas

Muitos prejuízos econômicos inevitáveis podem estar por vir em diversos setores. A situação já é uma realidade para o segmento de eventos, viagens e hospedagens, primeiros a serem atingidos pelas medidas de isolamento social necessárias para evitar novos contágios.

Quantos aos eventos, muitas empresas terão de arcar com esses prejuízos, já que apólices para sinistros dessa magnitude, ainda que haja a cobertura contratada para o cancelamento, há normalmente a exclusão para pandemias e situações como esta.

Quanto aos seguros voltados às questões patrimoniais, não há até o momento, mundialmente, um produto previsto para o amparo de pandemias, grandes variações cambiais, etc. De forma geral, a cobertura das Apólices está vinculada a ocorrência de danos físicos, o que não ocorrem em problemas como os que estamos vivenciando

De acordo com a Metabiota, empresa norte-americana dedicada ao estudo e modelagem de doenças infecciosas, os intervalos entre uma pandemia e outra varia entre 25 e 50 anos e, por essa razão, compilar o histórico de surtos como esses é uma tarefa complexa.  “Como essas pandemias acontecem a cada 25 anos, existe uma dificuldade de se criar uma base de taxa atuarial, já que são episódios esporádicos. Não há base estatística que sustente a construção uma taxa de seguro para isso. Além da questão da não recorrência, há uma dificuldade imensa de se mensurar o tamanho da perda”, detalha Thiago Tristão, Vice-presidente de Riscos Corporativos e Resseguro da MDS Brasil.

Repensando o futuro

Desde o início do surto até a concretização da pandemia de coronavírus, empresas de eventos (como das demais atividades) passam a buscar um melhor entendimento de suas apólices de seguro, tão necessárias neste momento turbulento.

É fundamental ressaltar que, mesmo em tempos de calamidade, quando as apólices previamente contratadas podem não dar conta de novos riscos (como os atuais), não é hora de abrir mão de seguros contra os riscos mais comuns aos quais o negócio das empresas já estavam sujeitos em tempos normais. Além disso, existem também coberturas adicionais e proteções financeiras capazes de ampliar o escopo das apólices já contratadas pelas empresas antes da pandemia e que devem ser estudadas a fundo para futuras contratações.

O esforço global para conter os danos do coronavírus inspira grandes expectativas para a retomada dos eventos sociais após o pico da pandemia: é necessário se programar para este momento, considerando que o término do período de isolamento provavelmente levará as pessoas à busca de novas experiências coletivas, eventos, festas, shows, viagens. Podemos esperar que os momentos de lazer serão tão ou mais intensos do que costumavam ser antes das medidas de contenção.

“A MDS vem estudando profundamente os clausulados e propondo ajustes ao mercado segurador, visando uma melhor adequação a eventuais necessidades futuras, ainda que não haja o dano físico concreto”, explica Thiago Tristão. “Dentre as coberturas existentes, há algumas alternativas e, além disso, temos estudado o mercado de Non Damage BI, onde se abre a possibilidade de indenizações decorrentes da paralisação das atividades, sem que necessariamente se configure as exigências atuais”, completa o executivo.

Nossos canais de atendimento

 Diante desta conjuntura desafiadora, acreditamos que nossa capacidade técnica somada às medidas de prevenção e manutenção nos permitirá superar a adversidade com a excelência de sempre!

Para o MDS Group, a proximidade, sintonia e eficiência vão além dos meios físicos e tradicionais. Estamos disponíveis em diversos canais online e pelo telefone. Entre em contato:

Brasil:  0800 400 5991 (de segunda a sexta, das 8h30 às 18h)

Portugal: 808 100 201  (de segunda a sexta, das 9h às 12h30 / das 14h às 17h30)

Fonte: MDS Brasil


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