Como as empresas preparam seus profissionais para Indústria 4.0

Pequenas práticas permitem que colaboradores de todas as idades trabalhem alinhados ao objetivo final da empresa

Transformação. Esse substantivo nunca foi tão utilizado em diversas frentes como nos últimos anos – a indústria se transformou e vimos, por meio de tecnologias, processos redesenhados, soluções reinventadas e áreas extintas. Em paralelo e na mesma velocidade, tivemos a evolução das gerações e assim como as indústrias sentiram os impactos das tecnologias, a perspectiva e o perfil dos profissionais que chegaram na indústria se transformou.

Nascidos entre 1990 e 2010, os jovens que começam a ingressar na indústria de trabalho pertencem à geração Z e são caracterizados por serem práticos, questionadores, ágeis e digitais por natureza. Hoje, já percebemos os impactos dessa transformação no ambiente de trabalho, com a extinção de áreas e criação de novas oportunidades dentro da empresa.

As organizações, por sua vez, percebem que na intenção de reter e manter talentos, mudanças de paradigmas são necessárias e uma avaliação do que funciona e o que deve ser adotado no ambiente de trabalho de forma segura é diferencial na competitividade da nova indústria – a indústria digital.

Em um mercado onde temos cada vez mais jovens inquietos, com fome de aprender e a ascensão do trabalho remoto é evidente, empresas que dependem de dados e informações de clientes como empresas de TI se deparam com um novo desafio: como alinhar flexibilidade com segurança? A segurança deve permear a companhia como um todo, impactando os colaboradores mais antigos (para que se sintam seguros e não ameaçados com a chegada da nova geração) e também para assegurar a segurança de toda informação.

Chegou a hora de se transformar, sua empresa está pronta?

O quebra-cabeça agora vai além de entender o perfil do profissional de cada geração: é preciso analisar como tais características podem aprimorar e acrescentar valor criando um modelo de negócio sustentável. Para isso, não é necessária uma mudança drástica.

Pequenas práticas permitem que colaboradores de todas as idades trabalhem alinhados ao objetivo final da empresa e trazem resultados mensuráveis a longo prazo. Se sua companhia ainda não começou, cito aqui alguns passos para serem considerados ou repensados:

 

  • Trabalho remoto –  dê a liberdade para que seu colaborador possa trabalhar de forma remota. Algumas áreas, como vendas, por exemplo, não precisam estar o tempo todo no escritório. Inclusive, demandam muito tempo de deslocamento. Comece em equipes de trabalho que conseguem trabalhar com o acesso remoto aos dados e experimente um revezamento.

 

  • Apoie-se às tecnologias – as evoluções só foram possíveis porque, de alguma forma, a tecnologia esteve presente, seja por meio de inteligência artificial, IoT, cloud, machine learning, entre outras. Avalie quais tecnologias devem ser aliadas em cada processo, como, por exemplo, a oferta de equipamentos com backup para aqueles que forem trabalhar à distância.

 

  • Modelo hierárquico – característica proveniente da cultura de muitas empresas, é importante permitir que os colaboradores de todos os níveis se sintam à vontade para sugerir ideias e quando em dúvida, questionar seus gestores. Uma forma de reforçar esse relacionamento é oferecer treinamentos e troca de experiências dentro do ambiente de trabalho.
  • Tenha um propósito claro – Como em qualquer situação e cenário, o propósito deve estar presente e isso será cobrado cada vez mais pela nova geração. Transmitir os valores da empresa e do negócio é fundamental para trazer o seu colaborador cada vez mais próximo de maneira que seu trabalho será otimizado e moldado para essa nova indústria digital.

 

Por Aline Gobbi, head de Recursos Humanos da Fujitsu LATAM