DiversidadeInclusão

Como as minorias podem ter mais oportunidade no mercado de trabalho

Promover a inclusão é aprender com as diferenças

Diversidade se refere à pluralidade. Pode ser compreendida como o conjunto de diferenças e semelhanças que definem as pessoas, além de a tornarem únicas, segundo o seu gênero, orientação sexual, etnia, religião idade, nacionalidade ou deficiência. Diria que está diretamente relacionada aos direitos humanos e ao acolhimento de indivíduos nas suas diferenças.

Cada vez mais falamos sobre diversidade e inclusão nas empresas. No ambiente de trabalho, diversidade é sinônimo de uma postura madura diante da pluralidade da nossa sociedade. É acolhimento às diferenças e apoio à inclusão.

Promover a inclusão é aprender com as diferenças, contudo é essencial que esse processo seja realizado de maneira estruturada. Por vezes, é necessário que haja uma transformação da cultura organizacional de forma que os colaboradores sejam recebidos de forma adequada. É essencial que todos se sintam respeitados.

Então, como garantir igualdade de condições e oportunidade a todos no mercado de trabalho? Recomenda-se que as organizações tenham Comitês de Diversidade e Inclusão, de forma que redijam a Política de D&I, formalizando as crenças e práticas da empresa.

A seguir, práticas que vem sendo adotadas por organizações que alinharam a diversidade com a estratégia e valores do negócio, corroborando para ampliar as oportunidades das minorias no mercado de trabalho:

  • Processo seletivo considerando a presença obrigatória de pessoas com deficiência, negros, mulheres, LGBTQIA+ e pessoas acima de 50 anos de idade.
  • Promoção de programas de desenvolvimento pessoal e profissional para PcDs, além de cumprir a cota legal de contratação.
  • Firmar parcerias com instituições de ensino, atraindo em especial jovens moradores de periferia, negros e mulheres para os processos seletivos.
  • Sensibilizar e capacitar as lideranças para a diversidade nas organizações.
  • Realizar programas de desenvolvimento focados na liderança feminina.
  • Implementar projeto de equiparação salarial para homens e mulheres que ocupem cargos semelhantes.
  • Promover programas de desenvolvimento profissional sobre os temas de diversidade de gênero, orientação sexual, etnia, idade e deficiência.
  • Avaliar o plano de benefícios, de forma que contemple licença paternidade e inclusão de parceiros homoafetivos, por exemplo.
  • Melhorar a acessibilidade na infraestrutura da empresa.
  • Criar canais de denúncia contra discriminação, assédio, homofobia e racismo.
  • Assinar o Pacto Global da ONU e os Princípios de Empoderamento da Mulher ONU.

Percebemos que as organizações que implementam programas de diversidade e inclusão estão mais próximas ao que podemos denominar da gestão humanizada. Nesses ambientes a interação, respeito às pessoas e a real preocupação com o desenvolvimento humano são um diferencial. São ambientes saudáveis para se trabalhar.

O papel da liderança é fundamental para a promoção dessa cultura e a coerência entre o discurso e a ação é o indicador mais marcante desta gestão. Mas, é responsabilidade de todos, seja qual for o cargo ou a posição do profissional na estrutura, reconhecer o que há de melhor em cada um, acreditando nas pessoas e impulsionando o seu crescimento e desenvolvimento.

Ylana Miller – Especialista em Recursos Humanos e  Sócia-Diretora da Yluminarh – Desenvolvimento Profissional


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