Boas práticas

Como conquistar a Geração Y?

A última geração do século XX precisa de desafios para permanecer nas empresas

Pessoas nascidas entre 1980 e 1996, a chamada Geração Y ou millenials, têm a fama de não se prenderem a uma empresa e passarem por diferentes empregos. Diversas pesquisas comprovam isso, porém as melhores empregadoras do mercado têm conseguido reter esses talentos e mostram que essa regra tem exceções. É o caso da Japan Tobacco International (JTI) que, recentemente, foi certificada pelo terceiro ano consecutivo como empresa Top Employer no Brasil.

A Geração Y e o mercado de trabalho

A relação entre a Geração Y e o mercado de trabalho é complicada, como demonstra o relatório Como os millennials querem trabalhar e viver*, feito recentemente pelo instituto Gallup. Nos Estados Unidos, 21% dos millennials dizem ter mudado de emprego no último ano, o que é mais de três vezes o número de pessoas de outras gerações que relataram o mesmo.

A pesquisa também aponta que a questão central pode não ser uma inquietação em busca de mudança, mas sim que as empresas não têm oferecido um ambiente de trabalho que gere engajamento e motivação. Por esse motivo, apenas 29% das pessoas da Geração Y mostram-se engajadas em seus trabalhos só três em cada dez estavam emocional e comportamentalmente conectados com as empresa nas quais trabalham.

Toda semana um desafio novo

Com o objetivo de criar esse engajamento e vínculo, as organizações precisam ter a capacidade de construir diálogos com os colaboradores sobre suas carreiras e prepará-los para as oportunidades que vão surgir. É assim na JTI, multinacional que mantém operações no Brasil desde o início dos anos 2000. A organização foi reconhecida pela terceira vez consecutiva pelo Instituto Top Employers por suas boas práticas em gestão de pessoa. Desta vez, ela ficou no terceiro lugar no ranking dos melhores empregadores do país divulgado na última quinta-feira, 30, em São Paulo.

Roberto Macedo, 38 anos, Diretor de Operações de Leaf, está na empresa desde o início da operação em Santa Cruz do Sul (RS). Ele começou na antiga empresa KBH&C, adquirida pela JTI em 2009. O trabalho que era para durar uma safra, se consolida há 19 anos.

Macedo foi contratado em maio de 2000 e tem orgulho de seguir no seu primeiro e único emprego. “Eu iniciei como auxiliar de operações, trabalhando no chão de fábrica mesmo. Considero o meu crescimento na empresa uma história muito bacana porque vejo que cresci com ela”, conta.

Dois anos após começar a trabalhar, participou de um processo de trainee em que conheceu todas as áreas da empresa. “Esse é um dos fatores que considero chave para meu desenvolvimento profissional, porque me deu uma visão de todo o negócio, desde a área de agronomia, que é onde inicia, até a área de exportação”, afirma Macedo que, depois disso, ainda pôde encarar novas oportunidades trabalhando em unidades nos Estados Unidos, na Indonésia e em projetos na Alemanha.

Desde 2014, depois de passar pela gerência de fábrica e trabalhar como líder em alguns projetos estratégicos, é o Diretor da área de Operações, e garante ainda ser estimulado a se superar constantemente. “Todo ano, todo mês, toda semana tem um desafio novo”, conta.

Thiago Dotto, 36 anos, Diretor de Pessoas & Cultura, tem uma história parecida. Ele começou a trabalhar na empresa Kannenberg (também adquirida pela JTI em 2009) em Santa Cruz do Sul, em 2002. O contrato como ajudante administrativo na área de Tecnologia da Informação (TI) era temporário, mas logo se tornou efetivo.

Em 2013, a JTI começou um processo de ampliar a distribuição de vendas. Com isso o escritório que ficava no Rio de Janeiro se mudou para São Paulo. Na ocasião, em 2014, Dotto ficou com o papel de ajudar a equipe na transição a distância. Em 2015, então, surgiu a oportunidade de atuar na capital paulista. Como gosta de superar limites, não hesitou. “Eu olhei para o desafio e aceitei”, afirma.

Para ele os desafios propostos pelos seus gestores foram essenciais e revela isso com orgulho: “Não me deixaram na zona de conforto, foi isso que me fez ver que quando achamos que é o nosso limite, vem um novo desafio e você percebe que pode ultrapassar o que pensava ser o limite”.

Tanto para Roberto Macedo, quanto para Thiago Dotto, o crescimento aconteceu de acordo com a expansão e oportunidades da empresa no Brasil e no mundo. Ambos acreditam que a empresa apostou neles, garantiu subsídios para que se especializassem e estivessem prontos no momento das melhores oportunidades. Por isso, mesmo sendo da Geração Y, os dois executivos não pretendem engrossar a tese de que os millenials não permanecem muito tempo na mesma empresa.


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