Gestão

Como reestruturar equipes após a crise do coronavírus

Especialista orienta por onde começar e se contratar ex-funcionários pode ser uma boa solução

Como forma de enfrentar os impactos causados pela crise do novo coronavírus (COVID-19), muitas empresas precisaram adotar medidas drásticas. Dentre elas, adaptação ao trabalho remoto, antecipação de férias e feriados, flexibilização da jornada, redução salarial e, de acordo com as normas do governo, até mesmo, o desligamento de funcionários.

Agora, com a gradual retomada de diversos setores, muitas empresas estão reestruturando equipes para atender a demanda. Mas quem contratar primeiro? Para Fabio Battaglia, CEO da Randstad, empresa global em soluções de recursos humanos, o recomendado é começar pelos cargos de gestão. “Os gestores serão fundamentais para nortear a equipe na rotina do trabalho ou auxiliar no processo de contratação dos demais colaboradores, uma vez que farão parte do time que ele irá gerenciar”, orienta o especialista.

Quando o assunto é a contratação de ex-funcionários, Battaglia diz que se o desempenho do colaborador era bom e ele foi desligado apenas em decorrência de crise financeira, vale a recontratação, se a política de RH da empresa permitir. “O profissional em questão já conhece a organização, os processos e a equipe, tem bons requisitos para continuar um trabalho de qualidade. Sem contar que, caso o colaborador que foi desligado ainda não tenha encontrado uma recolocação no mercado de trabalho e estiver disposto a voltar, será uma boa oportunidade de retomar sua segurança profissional e financeira”, comenta.

Caso não exista um cenário que possibilite a recontratação de colaboradores desligados anteriormente, o especialista em RH orienta que em momentos como este, as empresas não deixem de buscar profissionais com valores alinhados ao da companhia, que mostrem capacidade rápida de adaptação, disponibilidade em aprender e compromisso com os objetivos que o cargo pressupõe.

Processos
A pandemia mudou as relações de trabalho antes conhecidas. Mesmo com o retorno aos escritórios, o digital se faz mais presente na comunicação e na forma que as pessoas se relacionam profissionalmente. Tarefas como contratar e recepcionar funcionários à distância, trabalhar remotamente, realizar reuniões e feedbacks por videoconferência mostram que os processos podem ser ágeis, sem perder a qualidade.

“Este é o nosso ‘novo normal’. Mas, mesmo que a tecnologia nos aproxime e facilite a rotina, é essencial manter uma comunicação constante e transparente com as equipes. Essas práticas podem ajudar no engajamento dos colaboradores à distância, além de aproximá-los com o gestor e com o próprio time e, consequentemente, manter o desempenho no trabalho”, finaliza o CEO da Randstad.


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