Gestão

Como usar a criatividade para gerar competitividade nas organizações?

Trabalhar em equipe bem conduzida e combinando talentos pode gerar muito mais resultados positivos do que aquele realizado por um único indivíduo.

 

Estamos um pouco cansados de ler coisas relacionadas à crise em que estamos envoltos. Acredito que podemos aproveitar este momento da nossa sociedade para aprendermos coisas novas. Mas como uma organização pode aprender sem perder de vista seus objetivos/ações do dia a dia?

Uma forma de dar sentido a este nosso momento é pensar que quanto mais problemas, maior será a oportunidade de aprendizado da organização. Certo, mas como estruturar este pensamento na prática?

Temos atuado em diversas organizações que nos procuram para falar sobre a falta de engajamento de uma equipe específica, a necessidade de crescimento, rápido de faturamento, a imaturidade do grupo executivo, a falta de direcionamento para o futuro, entre outros.

Uma das metodologias que estamos aplicando nestas organizações é o coaching de equipe. Através dela é possível explorar a fundo quais são realmente os reais problemas de uma equipe ou de uma organização. Para o início do processo de coaching de equipe é preciso determinar o “norte” do processo, ou seja qual o nosso problema maior como grupo?

Este processo funciona melhor quando temos em torno de 6 ou 7 pessoas que pensem de forma diferente, que enxerguem o mundo de forma diversa. Quanto mais complexo for o problema, menos importa a experiência e mais a diversidade. Isto nos traz diferentes perspectivas para o mesmo problema. Neste processo, o nosso foco não será resolver os problemas e sim fazer perguntas sobre este determinado problema.

Nos muitos processos de coaching de equipe que temos feito, observamos os líderes oferendo ideias com base nas suas experiências. Gastam muito tempo vendendo as ideias, quando na verdade poderiam investir mais tempo na investigação do problema. As perguntas feitas acabam gerando criatividade para o grupo em questão, pois elas ativam as sinapses do cérebro. Estas perguntas acabam nos dando a oportunidade de primeiro divergir e examinar as diferentes perspectivas do sistema antes de convergir para uma solução.

Este processo tem como objetivos principais a resolução do problema e o aprendizado da equipe. A figura do “Coach” de equipe deve atuar com o foco muito forte para gerar aprendizado.

O trabalho em equipe é uma das vantagens competitivas mais eficiente e cada vez mais rara no individualista mundo atual. Trabalhar em equipe bem conduzida e combinando talentos pode gerar muito mais resultados positivos do que aquele realizado por um único indivíduo.

 

Por Sérgio Gomes, sócio da Ockam Consulting

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