Comportamento

Da firma para a folia

Altas temperaturas motivam empresas a liberar chinelo e bermuda no escritório

Janeiro foi o segundo mês mais quente da história de São Paulo, de acordo com o Climatempo. Desde que as medições de temperatura começaram, em 1934, apenas 2014 foi mais abafado do que 2019, que teve calorão médio de 31,8 graus. Na capital paulista, quem precisa circular com roupas mais formais para trabalhar tem sentido esses recordes na pele.

“A gente sofre de ter que se arrumar formalmente nessa época. Pegar transporte público com terninho, por exemplo, andar de salto nesse calorão, tudo fica mais difícil”, comenta a publicitária paulistana Maira Pereira, que precisa caminhar pela Avenida Paulista todos os dias com vestimenta formal para ir trabalhar.

Para a fisioterapeuta especializada em bem-estar Ana Vital, as empresas brasileiras deveriam se adaptar mais ao clima do país, principalmente nesta época do ano. “A ideia de que o ambiente precisa ser super formal e arrumado está mudando, e os funcionários brasileiros podem se beneficiar dessa transformação, principalmente em relação à vestimenta durante o verão”, comenta.

BERMUDA E CHINELO NO TRABALHO? SIM!

Algumas empresas, no entanto, já têm mudado esse conceito e permitido que os colaboradores trabalhem de forma mais informal. Em São Paulo, por exemplo, cidade conhecida por seus executivos de ternos, o aplicativo Chama tem essa proposta. Na startup, além de poderem trabalhar de shorts, os funcionários ainda realizam suas atividades de chinelo, ou mesmo descalços.

É o caso de Marcos Silva, um dos desenvolvedores da empresa. Ele afirma que poder se vestir de acordo com a temperatura é importante para a sua produtividade. “Estar confortável é uma das coisas mais importantes pra mim. O fato de que eu posso, por exemplo, ficar descalço enquanto estou na minha mesa de trabalho faz com que eu me sinta melhor e consequentemente trabalhe com mais tranquilidade, com mais bem-estar”, conta.

A coordenadora de Recursos Humanos da empresa, Joana Maffi, acredita que, além de melhorar o ambiente, uma vestimenta leve e informal também aflora as características positivas da personalidade de cada funcionário, melhorando o ambiente entre todos.

“As pessoas buscam demonstrar muito de sua personalidade e sua visão de vida por meio da forma como se vestem, por exemplo. Acho que é importante, pois há a oportunidade de conhecer as pessoas de outras formas, de ver um outro lado daquele seu colega de trabalho. Além disso, a vestimenta é uma forma de empoderamento pessoal e deve ser valorizado”, destaca.

DA FIRMA PARA A FOLIA

E quem é folião também pode se beneficiar dessa flexibilidade nas vestimentas. Na região central e nos arredores da Avenida Paulista circularão diversos bloquinhos, ainda durante esta semana, como o Tô no Vermelho, Kaya na Gandaia, Skaravana e o Ilú Obá de Min, entre outros.

Os funcionários do Chama poderão ir a caráter para o trabalho e emendar a festança depois, sem riscos de serem julgados.

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