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Desafios do RH na contratação de mão de obra para as Olimpíadas

Empresa buscou fontes alternativas para contratar 2.000 pessoas

A Sapore, uma das maiores empresas brasileira de restaurantes corporativos, patrocinadora e responsável pela alimentação na Vila Olímpica, precisou encontrar fontes alternativas para contratar 2.000 pessoas para o seu time. Além das regras de contratação estabelecidas pela legislação trabalhista, a empresa ainda precisava ter o dobro de pessoas cadastradas em relação aos postos de trabalho disponíveis, em decorrência das desistências que podem ocorrer até o evento.

Além das pessoas com experiência em alimentação, como cozinheiros e nutricionistas com expertise em medicina desportiva, o RH da Sapore focou, também, na contratação de estrangeiros – já que eles atenderão esportistas de 206 nações, jovens aprendizes e as mais diversas minorias sociais que enfrentam problemas na hora de conseguir um emprego, como cadeirantes, pessoas com nanismo, deficientes visuais e com Síndrome de Down.

Através de uma parceria com a Gastromotiva, uma ONG conhecida mundialmente por usar o poder da gastronomia, a comida e todos os seus elementos para transformar a sociedade, unir as pessoas e ajudar a diminuir a desigualdade social, 86 pessoas foram contratadas após um processo de quatro meses até suas respectivas formações. Também foram firmadas parcerias com o Rede Cidadã, SINE, Senac, embaixadas, escolas de samba e recém-formados de escolas de gastronomia.

A ideia era admitir gente com jogo de cintura, resistência à pressão e bom humor, facilidade de trabalhar em equipe, raciocínio lógico, organização e que preservasse o DNA da Sapore, agregando valor ao atendimento. A empresa também procurou profissionais que tivessem brasilidade, orgulho do seu trabalho, fossem inovadores e se preocupassem com a segurança alimentar.

Foram mais de 77 mil inscritos e a Sapore entrevistou, pessoalmente, quase 8 mil deles, por dois meses. Na sequência, para detectar essas características nos profissionais, a companhia desenvolveu um game, o e-guru, que fez uma análise comportamental com base nas respostas. Ao fim do processo, 1935 pessoas foram admitidas e 50% dessas contratações ficarão até o final dos Jogos Paralímpicos.

Tendo em vista que o evento contará com 10 mil atletas e suas equipes vindas de várias nacionalidades e culturas, os contratados estão sendo preparados por um profissional, que já trabalhou no atendimento às delegações, a fim de evitar possíveis conflitos culturais. O sorriso, por exemplo, é um gesto bem recebido por todos, enquanto que o beijo, o abraço e o aperto de mão podem não ser aceitos por alguns.

 

 

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