Gestão integrada da saúde

Dicas para o RH reduzir os custos com o benefício saúde

Consultora especializada destaca a importância do RH contar com os serviços de uma empresa especializada

De acordo com a mais recente pesquisa com seguradoras de saúde conduzida pela Willis Towers Watson, empresa global em consultoria, corretagem e soluções, o custo do benefício saúde do empregado em todo o mundo tende a ser mais elevado, impulsionado, em grande parte, pelo aumento do custo dos serviços hospitalares, internações, tecnologia médica e o uso excessivo de serviços

A pesquisa apontou que as seguradoras de saúde projetam que o custo deste produto aumente 9,1% globalmente este ano, comparado com um aumento de 8,0% em 2015 e 7,5% em 2014. Nas Américas, excluindo os EUA, os prêmios devem aumentar 15,3% em 2016, comparando com 13,3% em 2015 e 10,6% em 2014.

Nossa realidade

Para que as empresas continuem oferecendo este benefício com qualidade aos seus colaboradores, a presidente da Victory Consulting, Vera Bejatto, aconselha que em primeiro lugar, as áreas de Recursos Humanos das empresas estejam apoiadas por uma consultoria especializada em benefícios, para que possam orientar qual é o melhor desenho de plano de saúde compatível com as melhores práticas do mercado.

Segundo ela, para se ter uma ideia, o apoio de uma consultoria especializada permite fazer um estudo prévio dos seus grupos de riscos. Através do perfil epidemiológico da empresa e das características da atividade laboral que exerce o funcionário, pode-se concluir qual é o modelo ideal de contratação do plano de saúde, pois esse é um benefício muito caro e requer cuidados especiais na escolha da Operadora parceira na gestão do plano.

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Vera Bejatto, presidente da Victory

A presidente da Victory também ressalta que, no Brasil, temos somente sete operadoras que realizam uma boa cobertura de rede credenciada em âmbito nacional. Essas empresas de planos de saúde têm interesses em ter clientes que contratem “drives” de proteção das apólices, inclusive com a inserção de fatores moderadores e franquias de impacto financeiro, que controlem os custos, porque é bom para a operadora e para o cliente, assegurando, assim, que na hora do reajuste, o percentual seja o menor possível, pois o empresário não tem mais condições de arcar com reajustes muito acima da inflação, por isso os fatores de riscos precisam ser observados.

“As empresas precisam ter os serviços de uma consultoria especializada que realizem este estudo prévio”, comenta, e reforça que, quando a empresa é assistida por uma consultoria, o acompanhamento da sinistralidade é diário, pois é possível se extrair informações a respeito da utilização dos serviços médicos (frequência) de consultas, exames, internações e todos os procedimentos que foram acionados pelos funcionários da empresa, durante o período de utilização com a carteirinha.

Daí, a partir da estratificação destes dados, no caso da Victory, a consultoria tem condições de classificar em seu sistema de informática (Software Victory Solutions® Soluções Integradas em Saúde), os grupos de risco, identificados em três níveis dentro da sinistralidade: primário, secundário e terciário.

Vera Bejatto explica que estes grupos de pacientes, assim classificados, ajudam a Consultoria a atuar com ações especificas para cada público. Por exemplo, no grupo primário, formado de pessoas que utilizam o convênio médico ocasionalmente, estes atendimentos ambulatoriais nos hospitais, têm um custo dobrado. Portanto, uma ação importante seria o direcionamento para “atenção primário” nas dependências da empresa, nos ambulatórios ou “rede prestadora de preferencial” escolhidas especialmente para esses atendimentos, com foco no controle de gastos e desperdícios.

No segundo grupo os pacientes são mais sensíveis, e geralmente formado por hipertensos, diabéticas, portadores de doenças plurimetabólicas, e que fazem algum outro tipo de acompanhamento médico. Obviamente todo este custo de atendimento pré-hospitalar também elevam os custos com a sinistralidade e devem ser monitorados através de ações específicas como “acompanhamento por enfermeiros de gestão de saúde” da Victory.

Já o terceiro grupo são os classificados como lesionais, ou seja, formados por pessoas com fatores de riscos elevados e que apresentam doenças mais sérias, com internação mais prolongadas, os quais normalmente atingem em média 45% de toda receita arrecadada (premio) para pagamento das faturas mensais, considerados ofensores de custos. A Ação nesse caso deverá ser um monitoramento de perto desse grupo, com abordagens mais frequentes por parte dos médicos da Consultoria, inclusive com visitas à residência ou hospitalar, para averiguação “in loco” dos atendimentos médicos que estão sendo oferecidos, inclusive pelas equipes de home care, quando for o caso.

Com estes dados, por exemplo, a Victory desenvolve uma ação para cada um destes grupos, por meio de médicos e equipe multidisciplinar formada por enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais, preparadores físicos e psicólogos.

 Ação na prática

Outra ação que contribui para a redução das sinistralidades, segundo a Presidente da Victory, continuam sendo os programas direcionados para a qualidade de vida e bem-estar dos funcionários, no entanto, muitas empresas não conseguem implementar e conduzir estes programas.

Para auxiliar estas empresas, a Victory compõe, em conjunto com as operadoras de saúde, inúmeras ações capazes de contribuir para a redução dos custos com os planos de saúde.

Ela explica que investir em programa de qualidade de vida é o melhor caminho e as empresas precisam se conscientizar. “Nossa experiência de mais de 15 anos no mercado, garante que custa muito mais barato a prevenção do que o atendimento médico hospitalar”, destaca.

gravidezDe acordo com Vera Bejatto, estas ações voltadas para a qualidade de vida são desenhadas e avaliadas de acordo com o estudo da sinistralidade. “Então, se notamos, por exemplo, que os maiores gastos estão com o grupo de gestantes, temos um programa sob medida que envolve enfermeiras obstétricas, que abordarão as gestantes logo no início da gravidez, orientando-as no dia a dia, até o final da gestação”, cita e, acrescenta ainda que muitas gestantes deram depoimentos realmente motivadores, dizendo que os programas de gestantes são excepcionas e muito melhores dos que elas já haviam participado anteriormente. Além disso, as gestantes recebem um “kit maternidade” com produtos infantis para o bebê e também para a mamãe (cortesia da Consultoria) para estimular a sua participação nos encontros.

No Brasil, o custo dos benefícios de saúde também é impactado pela regulação do país, feita pela Agência Nacional de Saúde (ANS), o que também limita a divisão de custos entre empregador e empregado. As seguradoras no Brasil informam que o VCMH (Variação de Custo Médico Hospitalar) teve uma variação em 2016 em torno de 18% em comparação com 15,7% em 2015 e 14,1% em 2014.

 

 

 

 

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