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Donas de nós mesmas

Não é à toa que a representatividade da mulher empreendedora no setor de franquias é crescente

A desigualdade entre gêneros no mercado de trabalho ainda é uma dura realidade no Brasil e no mundo. A disparidade aumenta à medida que os cargos vão se tornando mais altos. Enquanto 54% dos postos de coordenação são ocupados por mulheres, apenas 31% delas ocupam posições de diretoria nas empresas. A diferença é ainda mais gritante nas posições de alta liderança. O número cai para 26% em cargos de presidência e vice-presidência, segundo uma pesquisa recente realizada pela Fundação Dom Cabral em parceria com a Aliança para o Empoderamento da Mulher. Entretanto, mesmo com todas as adversidades, muitas mulheres têm demonstrado que o empoderamento econômico é possível e que existem outras maneiras de conquistar a igualdade, seja no local de trabalho, no mercado ou na própria sociedade.

O empreendedorismo tem sido um desses trampolins e o setor de franquias representa uma oportunidade que muitas mulheres têm abraçado para crescer e mostrar seu potencial no mundo dos negócios. Não é à toa que a representatividade da mulher empreendedora no setor de franquias é crescente. Em 2015, a Associação Brasileira de Franchising (ABF) divulgou a pesquisa “Liderança Feminina no Franchising”, e mostrou que 49% das unidades próprias ou franqueadas do Brasil são dirigidas por mulheres.

Esse resultado se reflete na rede de idiomas CNA. Atualmente, 53% das franquias da rede são lideradas por mulheres – 448 franqueadas CNA pelo País. Dentro das escolas, elas já representam quase 70% da rede de colaboradores. Além disso, 73% da procura por aberturas de novas escolas CNA vem de mulheres. Número que demonstra o interesse e cada vez maior engajamento do público feminino no mundo dos negócios.

Sinto que represento, de alguma forma, esse contingente de mulheres atuantes. É um privilégio e orgulho fazer parte de uma empresa que oferece oportunidades igualitárias para quem escolhe empreender, além de estar conectada a um negócio, que é o setor de franquia, que realmente reconhece e promove o crescimento de quem tem talento, mérito e trabalha seriamente, independentemente do gênero.

A nossa voz tem que ecoar por todo o Brasil. Assim, cada vez mais, transformamos a nossa cultura institucional e procuramos alternativas para que o trabalho e a prestação de serviços sejam justos e igualitários. Queremos cada vez mais incluir e ajudar pequenas, médias e grandes empreendedoras.

Ser mulher é aprender a domar “dragões” desde criança, é saber que será preciso ser três vezes mais forte e entender que os obstáculos serão muito mais complexos. É preciso ter coragem e batalhar para seguir nossos sonhos e, assim, nos tornarmos donas de nós mesmas. De pouquinho em pouquinho, vamos conquistando nosso espaço e hoje, mesmo que com muitas exceções, já somos reconhecidas. Alinhado com esse movimento, o segmento de franchising consolida-se como uma importante ferramenta de afirmação da mulher brasileira.

Por Luciana Fortuna, Diretora de Marketing e Comunicação do CNA

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