Segurança do trabalho

Dores nas costas prejudicam dia a dia do trabalhador brasileiro

Problema foi a segunda maior causa de afastamento do trabalho no Brasil em 2017 e o desconforto é explicado pela falta de hábitos saudáveis no dia a dia

Um problema comum e muitas vezes negligenciado. A dor nas costas foi a segunda maior causa de afastamento do trabalhador brasileiro em 2017, de acordo com a Previdência Social. Foram 83,8 mil casos durante todo o ano, o que acende um alerta para o problema que atinge muitos brasileiros diariamente.

Estudos conduzidos pela Organização Mundial da Saúde apontam que cerca de 80% das pessoas no mundo têm ou terão algum tipo de dor nas costas durante a vida. De acordo com Luciano Miller, ortopedista especializado em coluna da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, essas dores podem ser atribuídas a diversos fatores, como falta de exercícios físicos, sobrepeso, tabagismo, horas gastas no trajeto de deslocamento ao trabalho e a falta de ergonomia no ambiente laboral. “O que mais prejudica a coluna durante o período de trabalho são as posturas inadequadas como trabalhar com cadeiras sem apoio, computador em altura inadequada, carregar pesos sem proteger a coluna e muita tensão no trabalho”, comenta o especialista.

O médico acredita que, atualmente, possa existir uma epidemia de dor nas costas como consequência à rotina mais atribulada a que os trabalhadores brasileiros estão se submetendo, reduzindo cada vez mais o tempo dedicado às atividades físicas. “A dor nas costas é mais comum na idade adulta em virtude do início da degeneração dos discos e articulações. Levar uma vida saudável e não negligenciar o sintoma de dor nas costas no início é a chave para evitar o problema”, explica.

As dores que acometem a região das costas são sintomas e não uma doença. De acordo com o especialista, na maioria dos casos são autolimitadas com melhora com repouso e medicações analgésicas. Poucos casos podem ter uma evolução mais complexa como exemplo hérnia de discos volumosas. Nessas ocasiões, os sintomas podem persistir por mais de três meses e a intensidade é forte o suficiente para fazer com que a pessoa desperte durante a noite.

O uso de smartphones também prejudica a coluna. “A posição em flexão de nossa cabeça – lembrando que nossa cabeça pesa em torno de 5kg e quando inclinamos ela para frente pode aumentar para até 30kg – sobrecarrega os ligamentos dos músculos e discos causando dores crônicas também”, comenta.

O tratamento dessas dores varia dependendo da causa, mas em geral a adoção de hábitos mais saudáveis como praticar exercícios físicos, fazer alongamentos, controlar o peso e diminuir o nível de tensão podem ser a saída para amenizar o desconforto.

 

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