Educação Corporativa

É hora de planejar a política de idiomas da empresa com seriedade

Em época de vacas magras, improvisar, cortar verba ou simplesmente corrigir o budget pela inflação é dar tiro no pé

Por Lúcio Sardinha

Qualquer que seja o cenário econômico e político para este ano, a necessidade de domínio do inglês na área profissional não diminuirá. Ao contrário. O Brasil só conseguirá enfrentar velhos e novos desafios tornando-se mais competitivo. Daí ser impossível abrir mão da capacitação no idioma mais falado no mundo dos negócios. Para se atingir metas nessa área, portanto, é preciso planejamento consistente.

Se o responsável pelo RH das empresas não souber como planificar e implantar uma política de idiomas, deve recorrer a uma consultoria ou, ao menos, a uma escola especializada em business english que trabalhe com soluções, o que significa estabelecer objetivos, elegibilidades, prazos, testagens e outros componentes de um programa visando o melhor retorno do investimento.

Poucos profissionais de RH têm ideia da ordem de grandeza do orçamento necessário no campo do domínio de idiomas. É mandatório que se tenha em mente alguns números consagrados pelos especialistas. Um profissional precisa atingir 70% do nível de proficiência de um indivíduo que tenha o inglês como língua nativa. O mesmo vale para outros idiomas. Isso implica em 720 horas de treinamento.

Segundo nossa experiência, no Brasil, a maioria dos profissionais especializados e/ou de alta gerência ingressa numa empresa com cerca de 240 horas. Fica simples, então, deduzir que serão necessárias outras 480 horas de ensino de business english para que esse colaborador esteja apto a cumprir demandas específicas que exigem o inglês. Com base na média de valores cobrados por empresas para aulas individuais ou em grupo, o total a ser investido aparece no horizonte.

Elegibilidade

Outro ponto a seguir é a questão da elegibilidade, ou seja, quem na empresa deve receber esse treinamento. Ao contrário do senso comum, que restringe a seleção a poucos funcionários, deve-se ter em mente que todos ou quase todos os funcionários devem ter acesso ao inglês. Isso porque são notórios os casos de auxiliares de escritório que galgam postos de diretoria em grandes corporações. Preconceitos de toda ordem devem ser deixados de lado. O subgerente de hoje pode ser o presidente amanhã. Trate-o com respeito, não apenas porque todos merecem repeito, mas também porque ele poderá estar no topo da pirâmide em breve. Isso, frequentemente, porque domina um segundo idioma.

Capacitação de professores é uma questão raramente levada em conta. Mestres, mesmo que nativos em países com o inglês como idioma oficial, devem ter certificação. A mais consagrada chama-se CELTA – Certificate in Teaching English to Speakers of Other Languages, certificação que exige curso presencial e online de 160 horas. Essa nata de professores certamente adotará o material didático mais indicado, dentro do padrão CEF – Common European Framework. Nada de free conversation durante as aulas. O vocabulário do business english só será absorvido mediante didática previamente determinada.

Enfim, a urgência para se capacitar em inglês vai determinar se as aulas devem ser mais um menos concentradas ao longo do tempo. Esse prazo vai levar em conta a disponibilidade do aluno, entendido como um indivíduo dotado de características únicas. A análise sobre as peculiaridades de cada um deve ser resultado do esforço de chefias, do RH e da consultoria/escola envolvidos no processo.

 

Toeic - Gráfico 2_Port

Testes

No decorrer do programa de treinamento, aplicações periódicas de testes são obrigatórias. A melhor métrica para o business english é o TOEIC® – Test of English for International Communications, aplicado uma vez por ano ou a cada 120 horas de curso, exclusivamente por prestador homologado. São aplicados anualmente em todo o mundo cerca de 7 milhões de TOEIC, o que elimina a subjetividade das provinhas caseiras. Com essa validação, a política de idiomas terá um sucesso comprovado internacionalmente e reverterá em ótimos resultados para a empresa.

 

Lúcio Sardinha 11

Se desejar, entre em contato com Lúcio Sardinha, CEO da UP Language – www.uplanguage.com.br 

 

 

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