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Economia brasileira perde R$382 bi com a desigualdade de gênero

Dados divulgados no II Encontro P&C de Mulheres revelam que a nação brasileira deixa de arrecadar R$ 131 bilhões em receitas tributárias por ano

A economia brasileira perde R$382 bilhões, 6 pontos percentuais, por ano com o atual contexto de desigualdade de gênero que vive o país. Os dados foram divulgados durante uma palestra da desembargadora Regina Duarte e da procuradora Claudia Regina Lovato Franco, no II Encontro P&C de Mulheres, do escritório Peixoto e Cury, em São Paulo.

De acordo com o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), hoje, cerca de 49% das mulheres no mundo estão inseridas no mercado de trabalho, contra 75% dos homens. A pergunta que vem a partir desses dados, é sobre quais benefícios o país colheria se estivesse em um cenário de equidade de gênero em todos os âmbitos da sociedade.

“Vemos essa desigualdade nos próprios ambientes públicos, onde 10,5% da Câmara é composta por mulheres e, no Senado, apenas 16%. Isso fere um dos principais aspectos de qualquer mudança no atual cenário de desigualdade de gêneros na sociedade brasileira. Temos carência de representatividade, quanto a isso”, enfatiza Regina Duarte, desembargadora federal do trabalho TRT — 2ª Região.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em um período de 8 anos sem desigualdade de gêneros, conseguiria levar a um crescimento de 6 pontos percentuais adicionais na economia brasileira.

Diante do cenário atual, as palestrantes também relatam dados otimistas, como o aumento de 5% de CEOs mulheres no mundo, no período de 2018 e 2019. Também foi abordada determinadas características das mulheres que favorecem na atuação do mercado, como é o caso da capacidade de realizar multitarefas, ter flexibilidade e comprometimento com as funções que exercem.

O evento ocorreu nesta quinta-feira (7) e debateu ações que possam contribuir para ampliar a participação das mulheres no mercado de trabalho, assim como reduzir a desigualdade em fatores como carreira ou salário. O encontro contou com palestras de desembargadoras, procuradoras, ONGs e professoras universitárias, e a plateia contou com diversos estudantes de direito e grandes nomes da advocacia.

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