Educação Corporativa

Educação corporativa é ferramenta estratégica das empresas na nova economia

As empresas aprenderam que capacitar seus colaboradores é um investimento estratégico

Em tempos de transformação digital, oportunidades de aprendizados surgem e trazem para o universo corporativo uma nova era de capacitação. Os executivos encontram no estudo a “virada de chave” para se destacarem no mercado e as organizações passam a compreender a importância de investir na formação dos colaboradores como meio para aumentar o engajamento e melhorar os resultados das equipes.

As empresas aprenderam que capacitar seus colaboradores é um investimento estratégico. A publicação internacional Harvard Business Review aponta que trabalhar em um local que possibilita o desenvolvimento e o aprendizado é o fator número um para que os funcionários se sintam felizes.

Isto é, empresas que oferecem esses recursos, além de exercitarem a empatia, se transformam em marcas empregadoras. Dessa forma, educação corporativa tem ganhado notoriedade nas mesas dos gestores também como ferramenta para atrair talentos, capaz de melhorar, significativamente, a reputação, imagem e credibilidade da organização no mercado.

O fato da estratégia do negócio estar diretamente ligada ao desenvolvimento das pessoas que nela atuam são comprovados. Segundo pesquisa da Association for Talent Development (ATD), companhias com programas de treinamento e universidades corporativas têm 218% mais retorno em produtividade por funcionário do que as não tem nenhuma iniciativa. A margem de lucro também é 24% maior do que as que não investem nessas ações.

Com o “boom” da transformação digital, acelerada pela pandemia, existe uma grande oferta de treinamentos online que prometem conteúdos expressivos em formas inovadoras. E sim, as plataformas de e-learning são as melhores opções para as empresas que buscam qualificação e custo x benefício nos métodos de ensino disponibilizados, porém, é fundamental que as áreas envolvidas nessa decisão, conduzidas pelo RH, fiquem atentas à eficiência desses treinamentos.

Mais do que aulas online em um formato padronizado, para realmente transformar a rotina de trabalho é necessária uma experiência completa, que cria proximidade com os usuários. As melhores soluções fazem a distância diminuir e exercem um papel de protagonismo para o compartilhamento e a comunicação.

É fundamental entender que um treinamento em si não muda hábitos instalados. Mas, sim o conjunto de ações realizadas de forma estratégica é o que estimula o conhecimento, com uma mentoria capaz de acompanhar a prática diária que consideram as particularidades efetivamente transformadoras.

Embora seja uma técnica amplamente estudada, a metodologia 70-20-10 não é exercida como deveria. Os números fazem referência à proporção: cerca de 70% do que você sabe vem da prática, 20% da observação e do relacionamento e 10% do ensino formal. A união – a soma 100% – leva à excelência.

Muitos profissionais de RH conhecem essa teoria, mas há certa resistência por parte de alguns em implantá-la. É necessário um amadurecimento para valorizar a prática tanto quanto a teoria. E é também imprescindível que os meios de transmissão dos conteúdos sejam usuais aos executivos.

Portanto, utilizar as ferramentas que todos temos familiaridade no dia a dia, como a troca de mensagens por áudio, texto e vídeo, respostas em tempo real,  para promover a interação com outros profissionais na mesma etapa do aprendizado, enriquecem a experiência e contribuem para um alto engajamento. Essas soluções precisam e devem ser incorporadas ao e-learning.

 Um exemplo prático é o projeto que implantamos no Banco do Brasil, a Jornada do Líder Digital, com a qual conquistamos o prêmio internacional GlobalCCU Awards 2021, que reconhece as melhores Universidades Corporativas, escolhidas por um júri internacional. Cerca de 3.500 gestores participaram da Jornada, uma adesão de 70% do público-alvo. Obtivemos um alto engajamento e contemplamos profissionais espalhados por todo o país.

Para as empresas do futuro, inseridas na nova economia, não basta motivar por meio de dinâmicas de integração das equipes. Vivemos agora a era da capacitação como meio de valorização das competências e habilidades. E esse é um movimento promovido pelas organizações que buscam crescer. Grandes companhias investem na transformação digital para se reinventar. A qualificação dos colaboradores reflete diretamente na amplitude do negócio e no aumento do faturamento.

O estudo Tendências Globais de Talentos 2020/21, realizado pela consultoria Mercer com líderes de RH da América Latina, mostra que 53% das empresas pretendem expandir os talentos e o ecossistema de aprendizagem em 2021. Ou seja, a educação corporativa não é mais um benefício. Ela se tornou a “virada de chave” para uma nova cultura e um posicionamento de liderança das empresas em seus respectivos setores de atuação. Investir na capacitação dos colaboradores se tornou sinônimo de excelência organizacional.

Joacir Martinelli é diretor técnico e consultor da Duomo. Formado em psicologia pela Universidade Federal do Paraná, possui especialização em Gestão de Pessoas com Ênfase em Liderança Organizacional pela School of Organizational Leadership and Transformation de Seattle.

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