Colunista

Educação corporativa: forte aliada para uma gestão de pessoas estratégica

O Brasil depara-se com problemas estruturais ligados à falta de formação básica e qualificação profissional diante de altíssimos níveis de desemprego

O conceito de gestão de pessoas mudou e evoluiu ao longo dos tempos. Novos desafios surgem, assim como ferramentas que ajudam a trazer um olhar estratégico para as práticas de desenvolvimento profissional. É preciso, cada vez mais, que as organizações pensem e ajam em velocidade compatível com a dinâmica do mundo dos negócios e as variáveis do mercado e é nesse sentido que uma gestão de pessoas estratégica faz toda a diferença. Mas e a educação corporativa, como se encaixa nisso tudo?

Antes de entrar na gestão de pessoas estratégica propriamente dita, vamos a uma breve contextualização do atual cenário brasileiro. O Brasil depara-se com problemas estruturais ligados à falta de formação básica e qualificação profissional diante de altíssimos níveis de desemprego. Mais de 12 milhões de pessoas encontram-se à procura de um emprego. E, quando falamos de nível superior, deve-se levar em conta que se forma, em média, apenas 0,5% da população de 18 a 24 anos, que teoricamente deveria estar cursando uma universidade. Além disso, o mundo vem passando por várias transformações, sendo que nossos desafios sociais, culturais e econômicos nunca foram tão complexos. Contar com profissionais altamente qualificados torna-se, portanto, vital.

Educação corporativa: forte aliada para uma gestão de pessoas estratégicaObviamente, os patamares de desenvolvimento de qualificação básica são fundamentais para que o processo de profissionalização no país seja estruturado. Conforme pesquisas, apenas 45% dos jovens e 42% dos contratantes acreditam que os recém-formados estejam realmente preparados para o mercado de trabalho. No entanto, diante das novas perspectivas de trabalho e competitividade, é fundamental para a preparação adequada da mão de obra que o país necessita hoje e demandará no futuro.

Portanto, identificar e investir em modelos de educação e desenvolvimento que realmente funcionem e ajudem a suprir essa carência é cada vez mais necessário dentro esse processo de gestão de pessoas estratégica. As organizações já estão (e devem mesmo) estruturando as suas áreas de Educação Corporativa para garantir o desenvolvimento de competências, inclusive socioemocionais, que serão fundamentais para a sustentabilidade dos negócios ao longo dos próximos anos.

Saem na frente, com certeza, aquelas que vislumbram o investimento na educação para desenvolvimento de capital humano não mais como uma despesa, mas como ação estratégica fundamental para garantir a vantagem competitiva a médio e longo prazo. Cabe a elas reter os bons profissionais, desenvolver os líderes, unir as gerações, melhorar os processos e atuar de forma estratégica. Destaque para o de fato que as universidades corporativas mais conhecidas no Brasil são justamente as criadas dentro das maiores empresas do país, tais como: Universidade Corporativa do Banco do Brasil, Universidade Petrobras, Universidade Corporativa da Caixa Econômica Federal, Universidade do Hambúrguer do McDonald´s, Universidade Bradesco, entre outras.

Na Termomecanica, indústria de transformação de Cobre e suas ligas, com 76 anos de atuação no mercado brasileiro, sua universidade corporativa – que recentemente passou a chamar Universidade Corporativa Salvador Arena – tem como objetivo ajudar a garantir a sustentabilidade dos negócios, viabilizando uma gestão de pessoas estratégica. Desde sua inauguração em 2012 até dezembro de 2017 foram 11 mil participações presenciais e 13,5 mil por meio do Ensino à Distância (EaD), totalizando aproximadamente cinco mil horas em sala e 56 mil horas de estudo. Esses investimentos propiciaram uma evolução significativa no desenvolvimento de competências críticas para os negócios. Aproximadamente 30% do público avaliado – 500 profissionais – evoluíram na carreira.

Neste contexto, as empresas preocupadas em oferecer condições para aprendizagem e crescimento profissional – também em termos acadêmicos – se tornam muito mais atrativas, em detrimento das organizações nas quais a função, mesmo sendo estável e segura, não oferece perspectivas de aprendizagem e crescimento profissional. Uma gestão de pessoas estratégica é mais do que obrigatória na missão de manterem-se competitivas.

Por Elaine Mattioli é Diretora de RH da Termomecanica

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