Gestão

Employer Branding: por que a empresa precisa ter a reputação como seu maior bem

O conceito de “employer branding” vem da necessidade das empresas alcançarem valores intangíveis

Employer Branding: por que a empresa precisa ter a reputação como seu maior bem

Quando se pensa em reputação é comum que gestores se lembrem de fatores externos à empresa: “como o mercado me enxerga”, “qual a percepção dos meus clientes?”, “como faço para ser mais perceptível nas redes sociais?”. Todos estes fatores são de real importância, sem dúvida, contudo é preciso fundamentalmente estar alerta à própria estrutura interna de gerenciamento de RH. Em outras palavras, “como os meus funcionários percebem a empresa onde trabalham?”.

A reputação da empresa neste quesito costuma estar associada ao sucesso dos processos de seleção e recrutamento de talentos e, claro, à competência na retenção destes, que vai além de oferecer remuneração adequada e de acordo com o mercado. Profissionais de Recursos Humanos estão cientes que este é um fator importante, mas não decisivo para a manutenção do quadro de profissionais.

É com o fim de preservar a reputação da companhia ou fazê-la ganhar pontos extras que entra o “employer branding”, uma estratégia utilizada pelas principais consultorias de RH do Brasil e do mundo para construção e manutenção de uma imagem positiva, não perante os clientes, mas perante os próprios colaboradores.

O conceito de “employer branding” vem da necessidade das empresas alcançarem valores intangíveis que revertem em redução de custos no processo de seleção e recrutamento e em maior facilidade na atração de bons profissionais, o que também reverte em economia, de tempo e dinheiro.

Na Luandre, nós acompanhamos mais de 30 mil processos seletivos por ano e recebemos cerca de 250 mil inscrições por mês e para nós fica evidente que certas empresas possuem dificuldades de se vender como um bom lugar para trabalhar. Há uma disparidade entre o que é colocado na descrição e como os candidatos a enxergam e por isso, muitas vezes, há o triplo de inscrições para uma determinada empresa, que oferece uma determinada função, às vezes com o mesmo salário que outra. O que conta, neste caso, é marca, o fato das pessoas reconhecerem a empresa da maneira como ela está se vendendo, dinâmica, moderna, entre outras qualidades.

Por isso, o employer branding é um processo gradual de reconhecimento interno de erros e acertos, facilitado pelo uso das ferramentas corretas para correção de curso; são elas: descoberta e construção de cultura empresarial; planejamento; e foco em marketing de conteúdo.

Employer Branding: por que a empresa precisa ter a reputação como seu maior bemEm relação à cultura, a empresa deve definir sua missão. Hoje se sabe que toda marca deveria ter isso bem definido desde seu início, mas como este é um conceito novo é importante que empresas, que já estão no mercado há tempos, dediquem um tempo à reflexão dos valores que as tem movido até o momento. Importante: a definição destes valores é tudo que companhia pode oferecer como empregadora em troca das habilidades e experiência de seus funcionários. É a partir deste primeiro momento, e não dos mais práticos que vêm a seguir, que a empresa começa, de fato, a reter talentos.

Em seguida, deve se partir para a ação e montar um planejamento de ações que gradualmente vão contribuir com o objetivo de fortalecer a imagem da empresa. A definição clara e estratégica de políticas de remuneração e capacitação para diversos níveis hierárquicos; políticas de desenvolvimento de carreira, tempo livre e horas flexíveis; benefícios como plano de saúde, dental e férias remuneradas; e estilos de gerenciamentos estão inclusos no pacote “reputação da empresa”.

Finalmente, o marketing de conteúdo interno entra como ferramenta extra para divulgar a mensagem que a empresa quer passar a seus profissionais. É como se o colaborador se tornasse consumidor da sua marca? Sim, exatamente, você entendeu a ideia, sua empresa é sua marca. Por isso, se a propaganda é alma do negócio, não adianta ter políticas excelentes e não comunicá-las de forma assertiva.

Por Fernando Medina, Sócio-diretor da Luandre

 

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