Boas práticas

Empresas adotam estratégias para valorizar mão de obra feminina

Conheça cinco marcas que têm atitudes para combater desigualdade de gênero no mercado de trabalho

Levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2021 revela que 54,5% das mulheres com 15 anos ou mais integravam a força de trabalho no país em 2019. Entre os homens, esse percentual foi de 73,7%. Na faixa etária entre 25 e 49 anos, a presença de crianças com até 3 anos de idade vivendo no domicílio se mostra como fator relevante.

Veja abaixo empresas que têm apostado em estratégias com objetivo de combater diferenças entre gêneros no mercado de trabalho:

Unilever

A multinacional britânica Unilever tem adotado uma política de flexibilização do expediente de trabalho para as mães. Além de terem a jornada de trabalho encurtada nas sextas-feiras, às mulheres com filhos podem trabalhar no modelo home office por dois dias na semana.

Além disso, o crescimento na carreira feminina é estimulado com programas de mentoring, palestras, debates e networking entre suas funcionárias e de outras companhias. Há ainda um programa de desenvolvimento voltado para as trabalhadoras em Singapura, e que as brasileiras também participam.

Ericsson

A gigante da tecnologia, Ericsson, desenvolve desde 2007 um programa que incentiva e orienta funcionárias que almejam cargos de liderança. Segundo a vice-presidente de comunicação e sustentabilidade da Ericsson América Latina e Caribe, Márcia Goraieb, “a ideia é prepará-las para que tenham a confiança de se arriscar quando surgir uma vaga para gestão”.

Pyxys

A PYXYS, startup de inteligência digital, incentiva para que pais tenham direito a um afastamento das funções de trabalho, assim como as mães, após o nascimento ou adoção de um filho. “Bem antes dessa decisão do STF, nós já havíamos implantado o Vale-Bebê, que oferece 120 dias de remuneração para mulheres e 60 para homens após o nascimento de um filho ou filha”, relatou a head de Gente & Cultura da PYXYS, Roseane Santos. “Esta é uma tentativa concreta de combate à diferença de oportunidades que penalizam principalmente as mulheres, e desta forma, melhorar a equidade de gênero na empresa”, completou.

A empresa também explica que esta não é uma iniciativa isolada e faz parte de uma série de ações que visam olhar para as mães e entender a rotina delas. “Maternidade e paternidade não podem nunca ser motivo de constrangimento. Acreditamos que, na empresa, as pessoas devem ter liberdade de serem plenamente o que elas são e a parentalidade é uma das dimensões mais importantes, uma dimensão de vida e de criação no sentido mais autêntico”, explicou Roseane.

Amazon

A gigante do e-commerce, Amazon, tem 46,5% das mulheres em posições de liderança nas Amazon Varejo. No Brasil, a empresa trabalha para alcançar equidade na representação das mulheres em seus Centros de Distribuição e Estações de Entrega. No Centro do Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, por exemplo, 55% da equipe é feminina, enquanto em Nova Santa Rita, no Rio Grande do Sul, 63% do pessoal é composto por mulheres.

Além disso, em 2021, a empresa disponibilizou R$5 milhões ao Fundo de Resiliência para Mulheres na Cadeia Global de Valor, que investe na saúde, bem-estar e resiliência econômica de longo prazo das mulheres em todo o mundo, que estão fundamentadas no mercado de trabalho.

Catraca Livre

O site de notícias diárias, Catraca Livre, também tem apostado em medidas que priorizem suas colaboradoras. “Aqui temos diversas ações para que as mulheres se sintam à vontade no ambiente de trabalho”, afirma Marcos Dimenstein, CEO da Catraca Livre e idealizador da C-Hub, agência de conteúdo e experiência do veículo. “Nos últimos anos criamos um canal para denúncia contra assédio e discriminação, onde nossos colaboradores podem relatar caso tenham se sentido desconfortável com alguma atitude de um colega”, declarou.

Dimenstein também ressaltou que a empresa tem ações exclusivas relacionadas à maternidade. “ A ‘Licença Amamentação’ é uma ação no âmbito presencial onde as mulheres podem se ausentar de nossa sede para amamentar seus filhos. Além disso, disponibilizamos uma verba de transporte para grávidas para que as mulheres tenham mais segurança e conforto no trabalho, a Catraca custeia táxi ou carros por aplicativo e também temos licença paternidade estendida, para que os nossos colaboradores que se tornaram pais tirem 2 meses de licença paternidade”, finalizou o CEO.

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