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Empresas que investem em gestão de talentos têm melhores resultados

Pesquisa feita pelo Sebrae e ABRH indica que as empresas não sucedidas não têm política diferenciada de recursos humanos

Empresas que investem em gestão de talentos têm melhores resultados

As empresas que praticam uma boa gestão de talentos obtêm melhores resultados em seus negócios, independentemente de seus tamanhos ou regiões de atuação no País. A constatação foi feita pela pesquisa “O real impacto do talento”, realizada pelo Sebrae e a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), que analisaram 1.927 corporações de todos os portes no país, sendo 30% de microempresas, 45% pequenas empresas, 23% médias e 12% grandes.

O estudo identificou que, nas empresas bem-sucedidas, a gestão de talentos é aplicada de forma simples e com foco nas pessoas, tanto nos líderes como nos liderados. Ainda de acordo com a pesquisa, foram identificadas cinco práticas comuns que diferenciam as empresas entre bem-sucedidas ou não: a alta liderança da empresa patrocina a gestão de talentos, a liderança já exerce a gestão de talentos, o engajamento dos talentos em projetos e em seu autodesenvolvimento, a identificação de talentos e a prática permanente do feedback. “Os empresários de pequenos negócios sabem que a gestão de talentos é essencial para o sucesso da empresa. A flexibilidade e a capacidade dinâmica de reagir as mudanças do ambiente externo tornam a pequena empresa ainda mais atentas ao perfil profissional que precisam em suas equipes profissionais”, explica o diretor de Administração e Finanças e presidente em exercício do Sebrae, Vinicius Lages.

Empresas que investem em gestão de talentos têm melhores resultados

Segundo a pesquisa, que contou ainda as participações da MicroPower, do Institute for Learning & Brasil e da World Federation of People Management Associations (WFPMA), de modo geral, nas empresas bem-sucedidas, o processo formal e regular de identificação de talentos apresenta uma frequência 3,4 vezes maior do que nas empresas não bem-sucedidas. Nas micro e pequenas empresas, está frequência sobe para 5,9 vezes. No universo analisado, entretanto, observou-se que 61% das empresas ainda não têm um processo formal de identificação de talentos e que em 30% delas, essa prática só acontece de forma reativa, quando surge uma necessidade. “Os resultados surpreenderam, pois as cinco práticas de maior frequência identificadas estão presentes nas organizações bem sucedidas, independentemente de seu tamanho”, enfatiza o presidente da MicroPower, Francisco Soeltl.

Engajamento

Outra prática comum às empresas bem-sucedidas apontada pela pesquisa foi o engajamento dos talentos em projetos e em seu autodesenvolvimento. Nelas, essa prática foi identificada com uma frequência 2,7 vezes maior que nas empresas que não alcançaram sucesso. No caso das micro e pequenas empresas, está frequência foi encontrada com um índice ainda maior (4,2 vezes mais).

O engajamento da alta liderança das empresas na gestão de talentos também é um diferencial presente nas empresas bem-sucedidas. Nelas, essa prática foi percebida com uma frequência 2,8 vezes maior do que nas não bem-sucedidas. O estudo mostrou ainda que, em 72% das empresas, o papel da gestão de talentos ainda não foi incorporado pela liderança, e permanece sendo compreendida como sendo uma responsabilidade restrita aos profissionais que atuam em Recursos Humanos. Com relação ao tamanho, observa-se que esta prática é aplicada em 44% das médias e grandes empresas, 2,5 vezes mais que nas 18% de micro e pequenas.

Por fim, a prática permanente do feedback foi percebida pela pesquisa como um diferencial que está presente nas empresas bem-sucedidas com uma frequência 2,5 vezes maior que nas demais. Dentro do universo analisado, a pesquisa mostrou que as empresas brasileiras ainda têm muito a evoluir, uma vez que o feedback permanente para todos os talentos não é aplicado em 70% dos casos.

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