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Equidade de gênero: uma luta que dura mais de um século

O quanto cada um de nós contribui para termos uma sociedade mais justa?

A origem do Dia Internacional da Mulher está repleta de controvérsias. Alguns associam à greve das mulheres que trabalhavam em Nova York em uma fábrica da Triangle Shirtwaist e, consequentemente, ao incêndio que ocorreu em 1911. Já outros indicam que ela surgiu na Revolução Russa de 1917, a qual esteve marcada por diversas manifestações e reivindicações por parte das mulheres operárias.

Ainda que existam diferentes versões sobre a origem da data, os movimentos lutavam por igualdade de direitos econômicos, sociais, trabalhistas e pelos direitos políticos.

Sabemos que hoje em dia a realidade é bem diferente. Avançamos bastante na equidade de gênero. Mas ainda seguimos lutando.

De acordo com dados da ONU Mulheres divulgados no fim de setembro de 2020, o confinamento provocado pela pandemia levou a aumentos das denúncias ou ligações para as autoridades por violência doméstica de 30% no Chipre, 33% em Singapura, 30% na França e 25% na Argentina. No Brasil, a realidade não é diferente: em abril, quando já estávamos isolados socialmente, a quantidade de denúncias de violência contra a mulher recebidas no canal 180 deu um salto: cresceu quase 40% em relação ao mesmo mês de 2019, segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH).

No mercado de trabalho, ainda sobram oportunidades. É verdade que muito já foi feito, mas a realidade é que ainda há muito a se fazer. A quinta edição do relatório “Mulheres, Empregos e o Direito 2018”, do Banco Mundial, indicava que, naquele ano, 43% da força de trabalho do Brasil era constituída por mulheres, que representam metade da população do país (50%). Os salários médios delas, porém, eram 25% menores.

A pesquisa mostrou também que a participação feminina cai conforme o aumento de nível hierárquico. Isso significa que as mulheres estão ganhando espaço, mas ainda são minoria nas posições de direção e gerência. Nos cargos gerenciais, por exemplo, elas representam apenas 37,8% do total.

E O QUE ESTAMOS FAZENDO A RESPEITO?

No Instituto Ayrton Senna, temos um grupo de Diversidade que discute exatamente isso. Quais são as oportunidades de não só trazermos consciência para a importância da inclusão das minorias, mas também transformar a realidade ao nosso redor. O que está em nossas mãos? O que podemos fazer, para além da causa Educação, para termos uma sociedade mais justa?

No fim de 2020 rodamos uma pesquisa específica sobre Diversidade para termos um diagnóstico preciso sobre o quão diverso somos e o quanto proporcionamos ao colaborador um ambiente psicologicamente seguro.

A parte que analisa a demografia não trouxe grandes descobertas, até por sermos uma população pequena, de menos de 100 pessoas. Temos uma oportunidade gigante no que se refere à inclusão da população negra e a pessoas com deficiência. Já a população feminina soma atualmente quase 70% da nossa população. Em relação aos cargos de liderança, as mulheres também ocupam a maior parte dos cargos de gerência.

Quando contratamos um novo colaborador, olhamos para além das competências técnicas e trajetória pessoal e profissional. Valorizamos a conexão com a nossa cultura, o nosso Jeito de Ser. É exatamente isso que valorizamos em um profissional, independentemente do seu gênero e qualquer outra escolha de vida.

Agora, voltemos à pergunta inicial deste artigo.

O QUE CADA UM DE NÓS ESTÁ FAZENDO PELA DIVERSIDADE E INCLUSÃO PARA TORNAR A NOSSA SOCIEDADE MAIS JUSTA?

Nós, aqui no Instituto Ayrton Senna, sabemos que podemos ir ainda mais longe, apesar de fazermos escolhas conscientes todos os dias.

Por Renata Dias – Gerente de Gente e Gestão do Instituto Ayrton Senna

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