Saúde

Especialista da Fiocruz alerta sobre cuidados com o novo coronavírus

É necessário adotar medidas importantes para evitar a propagação acelerada do vírus

Em entrevista ao programa Conexão Ciência, o pesquisador da Fiocruz Cláudio Maierovitch deu uma aula sobre o novo coronavírus (Covid-19). “É um vírus que tem uma capacidade de se alastrar com muita velocidade e, no geral, a pessoa infectada apresenta sintomas parecidos com os de uma gripe como coriza, espirros, dor de garganta, tosse e febre”, explicou o pesquisador que ressaltou ainda que esses sintomas podem evoluir para uma pneumonia ou um quadro mais grave, dependendo do caso. “Pode haver um desequilíbrio tanto na respiração, com falta de oxigenação no sangue, e pode afetar também os rins e o coração”. O Conexão Ciência é um programa da Embrapa veiculado na TV Brasil, sempre aos sábados, às 8 horas.

E são esses casos que mais preocupam. Segundo a Organização das Nações Unidas (OMS), os números de infectados e mortos pelo Covid-19 tende a crescer cada vez mais e, segundo Maierovitch, a corrida aos hospitais pode gerar um colapso no sistema de saúde. “Nós vivemos num país que já sofre estrangulamento do sistema de saúde. Estamos no começo de uma epidemia de dengue que promete ser bastante severa, então motivos não nos falta para nos preocupar”, ressaltou.

Com isso, é necessário adotar medidas importantes para evitar a propagação acelerada do vírus. “A maior parte das pessoas que tem essa doença, tem de uma forma relativamente branda e que deve se curar espontaneamente. Essas pessoas não devem procurar o sistema de saúde. Se apresentar sintomas como febre, em particular, que é o principal indicador de que há uma infecção presente, essa pessoa deve ficar em casa, deve se abster de frequentar o trabalho, local de estudo, festa, shows, atividades sociais, religiosas, políticas, o que for, justamente para proteger os demais”, explicou.

E essa orientação se estendeu para todos. No Brasil, vários estados estão com escolas e comércio fechados, servidores públicos e empregados da iniciativa privada trabalhando em casa, ou seja, está funcionando somente o essencial. O objetivo, segundo o Ministério da Saúde, é achatar o pico de transmissão do vírus e, assim diminuir o número de pessoas infectadas e evitar o colapso dos serviços de saúde.

Segundo Maierovitch, em casa também devem ser adotados cuidados como evitar compartilhar copos, garrafas e talheres, quando precisar sair, manter distância das pessoas e em qualquer situação, lavar bem as mãos, várias vezes ao dia. “É o momento de evitar aquilo que é tão característico dos brasileiros que é esse calor humano, os beijos, abraços”, comentou.

O pesquisador falou também da importância de realizar testes para diagnóstico do Covid-19 e destacou o trabalho da Fiocruz na produção de kits de insumos para que diversos laboratórios do Brasil possam identificar a doença causada pelo novo coronavírus. “São técnicas chamadas de biologia molecular, que permitirão a esses laboratórios a identificação do material genético, especificamente daquele vírus, diferenciando de outros vírus que podem ser parecidos no seu comportamento”, concluiu.

Confira aqui a entrevista na íntegra.

 

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