Comportamento

Eu falo, mas ninguém me entende!

Como evitar desentendimentos no ato de se comunicar

Essa é uma frase muito frequente nos consultórios e terapias. Aliás, os especialistas dizem que essa é uma queixa comum durante as sessões.

“Esse é um tema que ‘bomba’ nos pedidos de ajuda. Ou ainda, situações em que qualquer coisa que você fale possa ser interpretada de uma forma totalmente diferente da sua intenção, que acaba te fazendo pisar em ovos na relação”, ressalta a especialista Caroline Penteado.

Você também passa por isso?

Existe uma frase que corre as redes sociais dizendo: “Eu sou responsável pelo que digo e não pelo que você entende!”.

Carol esclarece que, na prática, não é bem assim, pois normalmente isso gera muitos desentendimentos.

“Você pode realmente não saber o que o outro entende, mas pode ficar atento para as mensagens que emite”, lembra.

Ou seja, muitas vezes não somos claros na forma como nos comunicamos.

Um exemplo é quando falamos de sentimentos para traduzir coisas que não são sentimentos. Ou usamos palavras que não são desse contexto para comunicarmos como nos sentimos.

“E isso gera uma confusão imensa no receptor da mensagem. Até arrisco a dizer que gera confusão na cabeça de quem fala também”, instiga.

Como evitar desentendimentos?

A psicóloga aponta alguns tópicos que a pessoa que não se sente compreendida deve analisar.

Quais foram as palavras que você usou? Com qual tom de voz foi dito? E, principalmente, você utilizou frases que transmitem juízo de valor ou avaliação?

“Quando empregamos frases que contêm avaliação moral (certo, errado, bom ou ruim, ou ainda generalizações, por exemplo), a janela da comunicação se fecha quase que automaticamente”, esclarece a coach.

Então, ela dá quatro dicas sobre comunicação que se forem aplicadas, certamente a comunicação será mais assertivo, além de as pessoas realmente receberem a mensagem enviada.

  1. Observe sem avaliar;
  2. Comunique seu sentimento real;
  3. Fale sobre a sua necessidade fidedigna;
  4. Faça um pedido claro.

Caroline expõe o exemplo: seu marido deixou a toalha molhada em cima da cama mais uma vez e você realmente já está aborrecida de mais com a situação. Sua primeira reação é falar: “É a milésima vez que você deixa a toalha molhada em cima da cama, você é surdo por acaso? Eu falo, falo, falo e você nunca faz o que eu peço, eu não sou sua empregada!” (e por aí vai).

“Utilizando as dicas que dei acima, podemos ressignificar a forma como você comunica, para gerar empatia na pessoa que está te ouvindo”.

  1. Percebi que você deixou a toalha molhada em cima da cama novamente;
  2. Quando isto acontece me sinto triste;
  3. Pois tenho a necessidade de manter a casa arrumada;
  4. Você poderia colocar a toalha no cesto?

“Um dos maios segredos está em se basear na comunicação não violenta”, revela a especialista.

Ou seja, você não utilizou uma linguagem avaliativa, logo, deixou o canal de diálogo aberto com o outro, para que ele responda ao seu pedido.

“Essa técnica pode ajudar você a entrar em contato com o que você realmente sente. Além  de também expressar seus sentimentos de maneira clara e objetiva, o que irá manter as relações mais saudáveis”, finaliza.

 

 

 

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