Comportamento

Executivos miram outras áreas de atuação

Pacote de remuneração e benefícios atraentes levam profissionais do setor financeiro a direcionar carreira para instituições desse gênero

As boas oportunidades de negócios no Brasil estão atraindo o interesse de investidores nacionais e estrangeiros. Com o aumento dessa demanda, os fundos de private equity precisam reforçar sua equipe, especialmente no alto escalão. Um levantamento da Michael Page detecta que um em cada quatro profissionais do setor financeiro está disposto a migrar para fundos de investimentos neste ano.

As posições mais demandadas pelos fundos são Associate/Vice-Presidente (VP) e Business Development. Essas vagas exigem um perfil sênior com experiência e visão estratégica, além de forte relacionamento no setor. Os executivos que estão buscando fazer essa migração são dos segmentos bancário, de infraestrutura, agronegócio e alimentos.

“Esse mercado tornou-se uma opção de carreira para executivos que tradicionalmente fizeram carreira em bancos e outros setores, como infraestrutura. Os bancos, por causa da crise, têm reduzido os bônus volumosos e as oportunidades de crescimento, o que estimula a migração desses profissionais para os fundos de investimento”, afirma Henrique Bessa, diretor da Michael Page.

O executivo conta ainda que o pacote de remuneração anual dos profissionais que vão comandar os negócios do fundo de investimento pode variar de R$ 700 mil a R$ 2 milhões. “Como o mercado de trabalho está preenchido por bons profissionais, a disputa por uma vaga fica bem mais acirrada. Quem opta em participar de um processo seletivo, oriundos de bancos de investimentos, já considera a pedida salarial 30% inferior ao que o mercado oferecia há pouco tempo. O momento está bem favorável às empresas que pretendem reforçar suas equipes. Elas podem oferecer um pacote de remuneração e benefícios atraentes, mas inferiores ao que era ofertado no ano passado”, explica.

O executivo da Michael Page alerta, contudo, para a adaptação do executivo às novas funções. “A adequação do profissional depende muito da área e da forma de atuação anterior. As novas atribuições variam bastante de um fundo de investimento para o outro, que podem ser mais agressivas ou conservadora no ambiente de trabalho. Nos fundos, os executivos tendem a ter uma rotina mais cadenciada e analítica nos projetos do que teria em um banco de investimento, por exemplo”, finaliza.

 

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