Comportamento

Férias marcadas: estudo sobre o comportamento dos brasileiros no período de férias

Pesquisa revela que os brasileiros precisam de três a sete dias para se sentirem realmente relaxados

  • No mundo, 67% de trabalhadores adultos usam o período de férias para cuidar de assuntos pessoais, marcar compromissos e resolver tarefas pendentes. No Brasil, 84% afirmam agir dessa maneira quando tiram férias;
  • Mais da metade dos viajantes ao redor do mundo (58%) precisam de mais de um dia completo para se sentirem menos ansiosos e estressados; Já quase 20% dos brasileiros dizem que precisam de pelo menos uma semana para começarem a se sentir realmente relaxados;
  • Trabalhadores na Ásia tendem a tirar um curto período dos dias disponíveis de férias se comparado aos do continente Americano e Europeu. Na Espanha e no Brasil, respectivamente 86% e 83% dos profissionais são os mais propensos a utilizar todos os dias das férias que têm direito.

Para se aproximar cada vez mais dos viajantes ao redor do mundo, e entender o comportamento dos viajantes, a marca Expedia lança um estudo realizado em 19 países sobre como as pessoas se comportam no período de férias. Em setembro deste ano, cerca de 11.150 adultos empregados foram entrevistados pela Northstar, empresa internacional de consultoria e pesquisa, na América do Norte, Europa, América do Sul e Ásia-Pacífico para responderem questões relacionadas ao uso dos dias de férias e feriados.

O fenômeno de resolver assuntos pessoais nos dias de férias foi confirmado pelo estudo, que expõe que cerca de 67% dos trabalhadores no mundo aproveitam os dias livres para marcar compromissos pessoais e resolver assuntos não finalizados. O fato parece ser mais comum em países em desenvolvimento como na Índia e Brasil, onde respectivamente 85% e 84% servem-se dos dias livres para colocar em dia os assuntos da vida pessoal. Ainda, mais de um quarto dos brasileiros respondentes (28%) disseram que, no último ano, usaram cinco ou mais dias de férias resolver tarefas pendentes. Em contrapartida, 31% dos japoneses não sentem que devem gastar o tempo das férias para questões pessoais, assim como os 54% dos neozelandeses e 53% dos canadenses.

“Com essa pesquisa, comprovamos que as pessoas sentem que o cansaço e o estresse vão se acumulando com a rotina diária de trabalho e por conta da quantidade de compromissos que acabamos assumindo ao longo do ano. Por isso, precisam de período fora dos compromissos profissionais para relaxarem completamente”, explica Carolina Piber, Diretora Sênior Global de Varejo para a marca Expedia. Quando questionados sobre o período que julgam necessário para relaxar completamente, se desligar do trabalho e “resetar” a mente para recuperar a produtividade, 20% dos respondentes brasileiros disseram que precisam de ao menos uma semana para entrar no clima do descanso. Alemães, franceses e indianos possuem comportamento parecido com brasileiros nesse ponto, diferentemente da maioria dos trabalhadores asiáticos, que precisam de apenas um dia completo de folga para se sentirem menos ansiosos, estressados e mais relaxados – chineses (34%), sul coreanos (33%) e taiwaneses (31%).

 

Preocupação com impactos profissionais durante as férias muda de acordo com gerações e culturas

A preocupação com o período de férias em todo o mundo aumenta ao longo dos anos, segundo constata a pesquisa, com 58% dos adultos empregados mundialmente descrevendo-se como privados de férias, um aumento de 53% em 2017 e 49% em 2016. A pesquisa revelou, também, que os sentimentos de privação de férias tendem a ser mais altos em toda a Ásia, com trabalhadores da Índia liderando essa estatística mais do que qualquer outro país – 75% dos indianos se sentem muito menos privados de férias, acima dos 60% em 2017. Apesar desse sentimento, mais da metade dos indianos (53%) usa menos os dias de férias dos 20 aos quais têm direito. No Brasil, onde o trabalhador tem direito a 30 dias de férias, 83% dos pesquisados tendem a utilizar todos os dias das férias que têm direito. Ainda que utilizem todos os dias de férias que possuem, os brasileiros costumam trabalhar um ano ou mais sem férias (46%), enquanto 12% dos trabalhadores italianos atuam um ano ou mais direto para usufruir de férias.

Ainda segundo a pesquisa da marca Expedia, a maior parte dos entrevistados da Ásia e do Pacífico acaba não utilizando as férias por preferirem guardar esse benefício para alguma emergência futura ou mesmo acumulá-la para um período ainda mais longo – Índia (46%), Singapura (39%) e Austrália (34%). Quando não usam as férias, cerca de 30% dos norte-americanos e dos canadenses o fazem por falta de orçamento para uma viagem. Já a maioria dos brasileiros aponta que prefere aproveitar o dinheiro das férias não utilizadas de outra forma.

Outro destaque apontado pelo estudo é o intrínseco “Fear of switching off” (medo de se desligar) que grande parte da população mundial sente ao se desconectar do trabalho durante o período de férias, especialmente latino americanos. Mais de 60% dos brasileiros e dos Mexicanos já tiveram férias canceladas por compromissos profissionais e quando estão no período de descanso, cerca de 30% checam e-mail e outros tipos de recados ao menos uma vez por dia. Na Europa e na Ásia, esse fenômeno acontece de forma mais amena, onde cerca de 30% dos respondentes ingleses e australianos já cancelaram férias por motivos de trabalho, e apenas 13% das pessoas abrem o e-mail nesse ínterim.

Sobre a privação de férias

A Expedia encomendou pela primeira vez a pesquisa Privação de Férias em 2000 para examinar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal dos americanos. Em 2005, a marca começou a comparar comportamentos entre países e a partir de 2018, a privação de férias cresceu para abranger 19 países. 11.144 empregados adultos com 18 anos ou mais foram entrevistados pela Northstar sobre o equilíbrio entre vida profissional e pessoal em setembro de 2018.

Este estudo foi realizado em nome da Expedia pela Northstar Research Partners, uma empresa de pesquisa estratégica global. A pesquisa foi realizada online, no período de 19 a 28 de setembro de 2018 na América do Norte, Europa, América do Sul e Ásia-Pacífico, usando um grupo diversificado. A entrevista foi conduzida no idioma local de cada país. A amostra de cada nação representa uma amostra aleatória de adultos que estão empregados. Aqueles que não estão empregados integralmente, realizando um trabalho temporário ou autônomo foram desqualificados.

 

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