Saúde

Fuja do infarto: exame simples detecta alterações no coração

Tecnologia ajuda a detectar probabilidade de infarto

O último levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) mostrou que aumentou o número de infartos no Brasil: a cada hora, 40 pessoas morrem em decorrência de doenças cardiovasculares, que são as principais causas de morte no país e atingem, por ano, mais de 300 mil vítimas.

De acordo com a cardiologista e médica nuclear da DIMEN SP, Dra. Priscila Cestari Quagliato, “os fatores de risco para os acidentes cardiovasculares podem ser divididos em modificáveis e não-modificáveis. Dentre os modificáveis encontram-se os hábitos alimentares, atividade física, estresse e cessação do tabagismo. Predisposição genética para a formação de placas de arteriosclerose, as temidas placas de gordura responsáveis pela obstrução do fluxo de sangue ao coração, estão entre os fatores não-modificáveis”.

Existem exames cardiológicos permitem a detecção precoce de problemas cardíacos. O teste ergométrico, por exemplo. Mas pacientes hipertensos podem apresentar alterações do eletrocardiograma relacionadas ao aumento crônico da pressão arterial e em alguns casos, até relacionadas a hipertrofia (aumento da musculatura do coração) que resultam nos chamados “falsos positivos”.

Exames de Medicina Nuclear podem prevenir infarto

A Medicina Nuclear apresenta um papel fundamental no processo de avaliação de risco cardiovascular: a cintilografia de perfusão miocárdica é um exame que avalia se o fluxo de sangue para o coração está preservado ou não (a chamada isquemia, falta de fornecimento sanguíneo) e ainda localizar qual a coronária deve ser tratada. Este diagnóstico pode indicar o risco de infarto e evitá-lo, por meio da mudança de hábitos, por exemplo.

O PET-CT (Tomografia por Emissão de Pósitrons e Tomografia Computadorizada) também pode ajudar. “Este exame permite determinar com precisão se uma área de músculo cardíaco foi perdida em um evento isquêmico ou se ainda há chance de recuperá-la com cirurgia ou angioplastia, a chamada pesquisa de viabilidade miocárdica”, explica afirma a cardiologista. Esta técnica também pode ser utilizada na pesquisa de processos inflamatórios que eventualmente acometem o músculo cardíaco, como nas miocardites, no Lúpus Eritematoso Sistêmico ou na Sarcoidose, doenças potencialmente fatais quando se estendem ao coração.

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