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Home office na Copa funciona?

Nos dias em que a seleção esteve em campo, nós recomendamos que todo o quadro da companhia permanecesse em home office

Home office na Copa funciona?

Antes de responder à provocação do título, vale discorrer rapidamente sobre a pergunta genérica “home office funciona?”. Sim, funciona! Presença física não significa necessariamente “presença” e engajamento dos funcionários. Comprometimento e confiança são a base para uma prática de home office ter sucesso. Na Multiplus vivemos essa realidade desde 2015 e, mesmo com a mudança de sede para Alphaville, foi possível manter o turnover da companhia abaixo da média de mercado – e até reduzi-lo em 8,56 pontos percentuais depois de um ano de casa nova.

Mas e na Copa? Mais especificamente nos dias de jogos do Brasil? Também funciona! Faço essa afirmação com tranquilidade, sobretudo agora que passamos pela primeira fase do campeonato e já estamos nas quartas de final. Nos dias em que a seleção canarinho esteve em campo, nós recomendamos que todo o quadro da companhia permanecesse em home office e parasse de trabalhar apenas durante a partida. Tudo fluiu como se fosse um dia normal de trabalho, nossos funcionários não ficaram presos no trânsito tão comum nos horários imediatamente antes ou após os jogos e ainda puderam manter o astral lá em cima por conta dos bons resultados.

O horário flexível também contribuiu para esse clima. Temos hoje cerca de 60% dos funcionários iniciando sua jornada entre 7h e 7h30 e saindo entre 16h e 16h30. Com isso, é possível se programar para assistir aos jogos e não ficar devendo horas para a empresa.

Com essas duas políticas, nós nos tornamos ainda mais próximos. Entramos na casa um do outro durante nossas reuniões, conhecemos o cachorro, os filhos, além de observarmos mais produtividade e disciplina. Hoje as reuniões começam e terminam no horário, estamos mais disciplinados e focados. E nem preciso dizer que nos dias de jogos cumprimos a agenda à risca. Afinal, quem quer perder tempo com assuntos menos importantes quando o Brasil vai jogar?

Por Heloisa Scarantino, gerente sênior de Gestão de Pessoas da Multiplus

 

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