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HSM University destaca o “Novo Normal” no mercado de trabalho

Humanização e empatia talvez sejam as palavras que melhor representem este período de pandemia

Os últimos meses trouxeram um cenário de grande incerteza para as pessoas e empresas. O que antes era rotina, como sair para trabalhar, reuniões presenciais e até mesmo atividades como ir à padaria ou a um restaurante no horário do almoço, passou a ser restrito. E, as pessoas e empresas se viram obrigadas a criar rotinas e desmistificar alguns padrões para que o mundo não parasse.

Mas, o que de fato mudou? E, como essa transformação não só das empresas, mas do ser humano tem impactado na produtividade e no desenvolvimento dos profissionais? Falar só da desmistificação do home office e a corrida pela transformação digital, já é clichê. Os dados estão aí para não me deixar mentir. De acordo, com pesquisa do Capterra em parceria com a Gartner, 77% das pequenas e médias empresas do Brasil aderiram ao home office.

Mas, e as pessoas? Humanização e empatia talvez sejam as palavras que melhor representem este período de pandemia. Esses meses forçados em casa, fizeram com que as empresas percebessem os funcionários muito mais como seres humanos, e aprenderam a priorizar o que é realmente importante dentro da gestão de pessoas. De novo, vamos usar outra informação óbvia, mas extremamente relevante: Posso afirmar que os grandes protagonistas desta revolução, com certeza, são os times de recursos humanos e os líderes.

Vamos começar a falar dos líderes. Eles foram e são fundamentais para manter o ritmo de trabalho, produtividade e engajamento dos times. Muito já se falava da mudança destes profissionais, e a pandemia antecipou e muito o desenvolvimento deles. Primeiro, porque eles se viram obrigados a mudarem de postura e buscarem outras formas de gerenciamento, e ao mesmo tempo, entenderem que os colaboradores também precisavam de um tempo para reaprender essa nova forma de trabalhar e se adaptar.

Aquele papel que estava sendo tão cobrado, foi posto à prova. Hoje, a cobrança por horários não é mais possível, cada vez mais, a cobrança será por entregas e projetos. Reunião e feedbacks, também fizeram toda a diferença neste período, são nestes momentos que os times conseguem se aproximar, entender as necessidades e alinhar as expectativas. E, não mesmo importante, a comunicação assertiva. Talvez, essa tenha sido a habilidade mais praticada neste momento. Ter uma comunicação clara é primordial em tempo de atividades remota.

Já os recursos humanos precisaram entender ainda mais a fundo a realidade de seus colaboradores, e temas como: Será que ele tem um espaço adequado para trabalhar? Internet? Troca de vale refeição por alimentação, e, principalmente, como está a saúde mental, foram os principais questionamentos das últimas pautas.

Claro, essa pandemia, abriu novas oportunidades e trouxe desafios, nunca antes imaginados, mas com certeza também mostrou alguns gaps que precisam ser revistos, e, principalmente, algumas mudanças estruturais que serão essenciais para o bom desenvolvimento do ecossistema como um todo.

O futuro ainda é incerto e novas tendências podem aparecer e outras sucumbirem, o que precisamos ter em mente é continuar nos aperfeiçoando e nos atualizando no que há de mais moderno em tecnologia, soft e hard skills, só assim estaremos melhores preparados para enfrentar esse novo futuro que já começou.

Paulo Lira, coordenador e supervisor acadêmico da HSM University


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