Colunista

Humanizando as relações mesmo remotamente

O papel do RH em tempos de isolamento social se torna, mais do que nunca, imprescindível, norteador e de fundamental relevância para apoiar operacional e emocionalmente os colaboradores

A área de Recursos Humanos é o coração da organização. Em momentos como esse que estamos vivendo, pulsa ainda mais e tem papel relevante para manter a integração e o ambiente organizacional em harmonia. A despeito de todas as adversidades que estamos enfrentando com a crise propagada pelo episódio da circulação do Coronavírus em nível local e mundial, é em situações de crise que as organizações podem demonstrar que têm realmente um DNA para uma gestão participativa e solidária.

Empresas que são voltadas para cultura de valores, respeito a pessoas, e que são permeadas pela comunicação, acolhimento de ideias, integração e transparência como elementos de gestão, avançam melhor durante momentos críticos. A união e colaboração diminuem o medo, trazem segurança, pois há difusão de ideias, que permitem que a empresa continue a navegar, sem naufragar, mesmo diante das adversidades.

Quando chegou a nós a notícia do Coronavírus, vinda ainda da China, iniciamos a busca por informações. Já em fevereiro, nos mobilizamos proativamente: realizamos reuniões gerais, tratamos dos riscos para as pessoas e para o negócio e fomos orientando o time, a fim de que todos se alimentassem com informações seguras.  Com o passar do tempo, mostrou-se estratégico analisar que tipo de ações mais efetivas tomaríamos. Nossa prioridade sempre foi cuidar das pessoas, sem negligenciar com a gestão do negócio.

Assim tem sido feito. Aumentamos, num primeiro momento, as orientações aos colaboradores, utilizando todos os recursos que temos: reuniões de áreas, gestores, orientações pessoais da equipe de segurança do trabalho,  e-mail, nosso serviço interno de mensageria “Conecta”, WhatsApp, cartazes, informativos em quadros físicos e até em folhetos individualizados (que foram propagados para os familiares dos colaboradores), além de  adesivos atrativos e divertidos (isso para nós é sempre importante para manter o bom astral).

Em termos de medidas práticas, ainda na primeira etapa do processo, quando estávamos operando na organização, intensificamos o abastecimento dos recipientes de álcool gel nas estações de trabalho. Essa prática já tínhamos desde a epidemia do H1N1. Foram suspensos os cumprimentos com toque: beijos, abraços ou aperto de mãos. Foi estabelecida a distância mínima de um metro entre as pessoas, e deixamos de utilizar o ar condicionado, passando a manter as áreas ventiladas naturalmente. Reuniões também passaram a ser feitas em áreas abertas e ventiladas. Reforçamos a higienização das maçanetas, corrimões, entradas e espaços comuns e demos orientações para que quem estivesse com sintomas de gripe/ resfriado ficasse em casa e procurasse orientação, estando nossa assessoria médica em contato conosco o tempo todo para apoio aos colaboradores.

Com o avanço da doença e decretação da pandemia, seguimos as orientações do Ministério da Saúde. Atualmente, estamos operando em home office.  Todas as reuniões são feitas remotamente, usando ferramentas de comunicação, que aliás são abundantes em nossa empresa, pois fazem parte de nosso core business: gestão da comunicação. Muitas são gratuitas e estão disponíveis em nosso site e lojas de aplicativos para serem baixadas por qualquer corporação ou indivíduo nesse momento, como o Leuco, softphone que permite aos usuários fazer e receber chamadas de voz em dispositivo Android, estejam onde estiverem, usando dados ou WiFi. O Leuco opera como um ramal da empresa e não consome créditos do plano do celular de nossos colaboradores e tem nos ajudado a manter a produtividade.

A cada manhã todos os gestores se reúnem através de nossa ferramenta em uma sala de audioconferência. Nessa reunião resgatamos o dia anterior e planejamos novas ações. O RH explica as medidas que estão sendo tomadas para também fornecer segurança jurídica, tanto para colaboradores quanto para a empresa, informações e esclarecimentos obtidos por nossa assessoria jurídica. Com essa dinâmica, podemos perceber o quanto as equipes têm se mantido produtivas. Estamos podendo comprovar a capacidade de adaptação de nossos colaboradores ao modelo de home office, assim como a flexibilidade e apoio da equipe técnica, que mantém todos os recursos em funcionamento.

Como a Leucotron está em processo de transformação digital, trabalho em equipes multidisciplinares, trabalho centrado no cliente, colaboração e criatividade já fazem parte de nossa realidade e, assim, mudar do modelo presencial para o trabalho remoto foi uma questão relativamente simples, pois cada um sabe da importância de seu papel. O comprometimento de todos foi tão grande que em dois dias conseguimos colocar toda a empresa para operar remotamente no início na segunda quinzena de março.  De qualquer forma, é uma mudança de paradigmas que provavelmente renovará a forma como poderemos organizar o trabalho no futuro.

Outras medidas importantes tomadas foram o cancelamento de visitas de fornecedores, processos seletivos, viagens e antecipamos a programação de vacinação contra a gripe aos nossos colaboradores. Demos a todos condições para operar remotamente, conforme a necessidade de cada um: celulares, modens de internet, notebooks, VPN, além do acesso a nossas ferramentas como Contact Board e o já mencionado Leuco. Estamos também adotando as medidas da MP 927, como banco de horas e férias, tendo o cuidado com toda documentação e orientação aos gestores e colaboradores.

O RH continua atento aos colaboradores e cocriando com os gestores modelos de integração e comunicação, de modo a não desamparar as pessoas, manter os contatos humanizados e tornar o trabalho à distância menos solitário. Um aprendizado que, com certeza, ficará para sempre!

Por Valéria dos Anjos Celloto, Head de RH, da Leucotron Telecom


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