Gestão

Inglês trivial ou inglês para negócios? – diferenças a que todo RH deve estar atento

Como braço estratégico da organização, o RH precisa entender que a capacitação no idioma mais usado para comunicação internacional precisa ser completa

 

Todos sabem a diferença entre traje social e traje informal. O que determina seu uso é a ocasião. Com o idioma inglês não é diferente. O contexto vai exigir a modalidade adequada – se o inglês para negócios (Business English) ou o de uso rotineiro (General English).  Atentar para essa questão faz a diferença na hora de contar com profissionais verdadeiramente capacitados para o desempenho de suas funções numa empresa. Se você atua em Recursos Humanos ou exerce cargos de chefia em setores que exigem domínio do inglês, cuidado na hora de selecionar e capacitar seus colaboradores.

A grande maioria dos cursos de inglês oferecidos ao mercado limita-se ao chamado universo linguístico genérico, “General English” ou seja, situações que dizem respeito a atividades do dia-a-dia de qualquer cidadão. Já virou motivo de chacota o “the book is on the table”. Conversar com um estranho sobre assuntos diversos, travar um diálogo numa loja ou pedir uma informação turística em inglês com fluência demonstram que o aluno aprendeu a lição e pode se comunicar com clareza nesse segundo idioma em situações do cotidiano. E quando se trata, todavia, de apresentação por dever de ofício? Contatos com clientes, fornecedores, parceiros? Compreensão de textos técnicos?

Muitos RHs deixam de verificar os níveis de proficiência em inglês de acordo com as diversas áreas de conhecimento. Mas antes mesmo de entrar nos segmentos profissionais, é preciso fazer com que o funcionário, ou candidato num processo seletivo, seja submetido a uma avaliação internacional: o teste TOEIC®  – Test of English for International Communications. Criado pela ETS, empresa norte-americana responsável pelos mais respeitados testes de proficiência em inglês para pessoas não nativas em países desse universo idiomático. É por meio da pontuação alcançada no TOEIC que se reconhece o nível de domínio no inglês para negócios (social e profissional). Depois disso, claro, devem vir os treinamentos nos vocabulários e jargões dos campos de atividade específicos.

Entendimento

Pesquisa da Economic Intelligence  Unit (EIU) com 572 executivos de empresas multinacionais mostrou claramente: quase metade de pequenos mal-entendidos já havia atrapalhado importantes negócios internacionais, resultando em perdas significativas para suas empresas. Essa porcentagem é consideravelmente maior para executivos brasileiros e chineses – 74% e 61%, respectivamente. Quase 90% dos 572 executivos entrevistados pelo EIU afirmaram que, se a comunicação internacional melhorasse em sua empresa, lucro, receita e participação no mercado aumentariam significativamente, com melhores oportunidades da expansão e poucas vendas perdidas.

A AB InBev (Anheuser-Busch InBev) é líder global em fabricação de cerveja e uma das cinco principais empresas de produto de consumo no mundo, empregando 150 mil pessoas. Seu principal controlador é o brasileiro-suíço Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil. Veja o que disse Linda Qian, vice-presidente de RH dessa gigante, sobre domínio de idiomas. “Conduzir negócios em escala global significa que a equipe de funcionários em nossa organização precisa ter boas habilidades de comunicação em inglês. Com funcionários de todas as partes do mundo, é importante entendermos uns aos outros. Melhorar o inglês de nossos funcionários certamente ajudou com que se tornassem mais produtivos.”

Observação em depoimento prestado à EF (Education First), entidade que se dedica à pesquisa sobre conhecimento de inglês em todo o mundo.

Comunicação

Tudo isso não significa, claro, que o profissional com bom nível em inglês para negócios deva negligenciar o inglês do dia a dia. Isso porque, obviamente, mesmo em relações de trabalho o fator humano é imprescindível. E aí entram temas corriqueiros que podem estreitar relações e, por que não, até facilitar a missão de cada um na empresa.

Abrir o“ cardápio” de conversas num almoço de negócios para além da pauta, sem dúvida exige  a proficiência no inglês “social e profissional”. A meta em capacitação no inglês em ambientes corporativos, portanto, passa pela necessidade em buscar consultorias especializadas capazes de desenvolver treinamento no idioma, respeitando o contexto do profissional em ambiente de negócios. Essa preocupação deve ser atendida, custe o que custar.

Lúcio Sardinha 11

Lúcio Sardinha é CEO da UP Language Consultants, Country Master Distributor do teste TOEFL Junior® no Brasil e é representante de testes de proficiência em inglês como o TOEIC. Com 27 anos de atuação como consultor e palestrante em política de idiomas, é formado em engenharia de produção e especialista em treinamento corporativo. A UP Language oferece ainda cursos de idiomas em suas unidades, in company e organiza o programa de imersão English Village. Realiza, ainda, auditorias em idiomas nas empresas, contando em sua carteira de clientes corporativos com nomes como Honda, Toyota, Interfarma, AON e HDI. www.uplanguage.com.br

 

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