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Livro apresenta casos da cultura organizacional de empresas brasileiras

O objetivo foi reunir empresas de sucesso, com culturas muito específicas, que, com suas histórias e referências, pudessem trazer bons insights para o mercado

Frustrado de comentar apenas sobre a cultura organizacional de grandes empresas globais (Amazon, Facebook, Microsoft, Uber, etc.) em suas aulas, o consultor e professor da Fundação Getúlio Vargas Almiro dos Reis Neto decidiu elaborar um livro que apresentasse casos de algumas das melhores empresas brasileiras sobre o tema.

Assim, Cultura Organizacional de Resultados – Casos Brasileiros (Editora Qualitymark) nasceu para responder a três perguntas de seus alunos e de clientes:

  • Quais empresas brasileiras são benchmarks em cultura organizacional?
  • Existe uma cultura específica que deva ser seguida por todas as empresas e que leva ao sucesso?
  • Quais as melhores práticas de RH utilizadas para gerir a cultura das empresas?

Almiro selecionou um conjunto de empresas totalizando oito cases muito diferentes entre si, de diferentes tamanhos e setores: terceiro setor, financeiro, hospitalar, varejo e startups. O objetivo foi reunir empresas de sucesso, com culturas muito específicas, que, com suas histórias e referências, pudessem trazer bons insights para o mercado. Este, portanto, não é um livro que resume uma pesquisa acadêmica com base em estudos quantitativos. É uma amostragem do que existe de melhor e mais interessante na realidade empresarial brasileira.

As empresas apresentadas neste livro são:

  1. Embrapa, por Mauricio Antônio Lopes, na época presidente da empresa.
  2. Fundação Roberto Marinho, por Nelson Savioli, na época superintendente executivo.
  3. Hospital Albert Einstein, por Miriam do Carmo Branco da Cunha, diretora executiva de RH.
  4. In Loco, por André Ferraz, cofundador e CEO.
  5. Itaú e Unibanco, por Marcelo Orticelli, na época diretor do Instituto Unibanco.
  6. Magazine Luiza, por Telma Rodrigues, membro do Conselho de Administração.
  7. Terral, por Marcello Gomes e Leonardo Gomes, fundadores.

Há ainda o oitavo capítulo escrito pelo arquiteto Roberto Loeb, que, entre outras obras, projetou a fábrica da Natura. Loeb reflete sobre como a arquitetura pode, de fato, expressar os valores de uma organização.

No capítulo final, Almiro apresenta conclusões sobre os casos apresentados: “Até recentemente havia uma crença de que a cultura era relativamente fixa e, portanto, não haveria possibilidade de gestão, e havia pouca literatura sobre esse tema. As poucas ferramentas eram apenas relacionadas à comunicação. Mas se pode entender pelos relatos dos autores deste livro que há muito mais o que fazer e que os gestores em geral, e os profissionais de RH em especial, podem ser atores importantes na gestão da cultura organizacional”.

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