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Mais inclusão dentro das empresas

O RH tem papel fundamental dentro das organizações, buscando persuadir o grupo para que os processos sejam mais humanos e com um olhar sem preconceito

Na Aspen Pharma, os talentos são diversos e o sucesso é resultado de uma cultura inclusiva, onde todos se sentem valorizados e tratados com respeito e dignidade. Diante disso, o que as organizações têm feito para combater a discriminação e promover a diversidade? A luta pela construção de ambientes de trabalho mais diversos é uma busca por uma representação mais fiel a realidade do Brasil. O mercado já entendeu isso e está se movendo nessa direção.

De acordo com a revista Época Negócios, a pesquisa “A Diversidade e Inclusão nas Organizações no Brasil”, realizada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), aponta o crescimento de programas de diversidade no ambiente de trabalho. Participaram do estudo 124 companhias que, juntas, faturaram R$ 1,24 trilhão, equivalente a 18,3% do PIB brasileiro em 2018. Entre essas empresas, 63% têm programas de diversidade e inclusão.

A Aspen Pharma acredita que quanto mais diversa e inclusiva uma organização for, mais competitiva ela será em seu mercado, destacando-se em questões como inovação, desempenho, engajamento e retenção de talentos. O resultado depende do patrocínio da alta direção, da oferta de oportunidades, do trabalho de desenvolvimento e da conscientização dos profissionais.

A diversidade racial, de gênero, profissional e intelectual mostra novos caminhos e agrega experiências importantes. Acredito que o RH tem papel fundamental dentro das organizações, buscando persuadir o grupo para que os processos sejam mais humanos e com um olhar sem preconceito. Criar uma atmosfera de empatia no dia a dia de trabalho, na minha opinião, deve estar inserido no propósito do RH.

Infelizmente ainda existe muito estereótipo de gênero nas profissões. As coisas estão mudando, mais o pré-julgamento sob as características em detrimento das verdadeiras qualidades ainda é uma realidade. Aqui na Aspen temos como cultura não pré-julgar, pois acreditamos que, por vezes, o estereótipo carrega aspecto negativo, errôneo e simplista.

Outro aspecto que priorizamos e estimulamos é a liderança feminina. Valorizamos o protagonismo de todas as mulheres na organização. Hoje, 59% do quadro de funcionários é composto por mulheres. Nosso CEO, Alexandre França, destaca que na Aspen só há espaço para o respeito, liberdade e inclusão. “Aqui as pessoas podem ser quem elas verdadeiramente são. Não toleramos qualquer tipo de intolerância. Antes de tudo, prezamos pela igualdade”.

Nesse cenário, nos preparamos, cada vez mais, para estarmos integrados com o tema, e neste ano, oficializamos o nosso Programa de Diversidade e Inclusão (D&I). Uma de nossas iniciativas foi a contratação da primeira colaboradora transgênero, através de uma parceria com a TransEmpregos. Formada em Relações Internacionais, a profissional soube da oportunidade pelo site TransEmpregos, e iniciou na Aspen Pharma em setembro, no setor de Recursos Humanos. Logo, atua com todos os colaboradores da empresa.

Para marcar esse momento, realizamos um bate-papo superbacana com a militante dos Direitos Humanos desde 1990 e cofundadora do projeto TransEmpregos, Maitê Schneider. Esse passo é fundamental para reforçar ainda mais os valores da empresa. Quando realizamos um processo seletivo, buscamos avaliar as competências e habilidades dos candidatos. Respeitamos a história de cada um e suas escolhas. Todos podem concorrer a uma oportunidade de trabalho na Aspen Pharma. Nós valorizamos as pessoas como elas são.

4 dicas para as empresas serem mais diversas:

 

  • Ter um “defensor” da Diversidade – Este é o pontapé inicial para se ter sucesso nesta jornada. Ter uma pessoa ou grupo de pessoas com um profundo interesse em promover e apoiar uma força de trabalho diversificada e inclusiva;
  • Apoio da alta liderança – O CEO e líderes (Diretores e Gerentes) da empresa devem ser os porta-vozes da diversidade. O apoio da liderança é necessário para garantir que os esforços recebam a devida atenção;
  • Cultura inclusiva – O grande desafio é em relação à cultura organizacional. A gestão se torna responsável por exibir comportamentos inclusivos, gerenciando seus próprios preconceitos e apoiando o trabalho dos funcionários;
  • Preparação dos colaboradores para a nova etapa – Toda a empresa precisa ser bem preparada para lidar com a diversidade, isso inclui desde treinamentos específicos até campanhas educativas e de conscientização, palestras e dinâmicas que fomentem a inclusão. Se houver algum funcionário que se mostre resistente à nova cultura da organização, fique atento, pois será necessária uma orientação mais próxima para tentar entender os motivos pelos quais ele se comporta dessa maneira e tentar modificar essa conduta.

Colunista RH: Patrícia Franco – diretora de Recursos Humanos da Aspen Pharma Brasil

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