Mundo RH

Mais produtividade e menos ocupação

Cada vez mais as empresas estão em busca de pessoas que ajudem a resolver os problemas

É muito comum ouvirmos nas rodas de conversas o quanto as pessoas estão cansadas de tanto trabalhar, que empenharam horas para a solução de alguma questão e até mesmo que não são reconhecidas pelo empenho dedicado ao trabalho.

Mas, trabalhar demais não quer dizer que a pessoa está sendo produtiva. Uma pesquisa do Conferece Board mostra que são necessários quatro brasileiros para fazer a mesma coisa que um trabalhador dos Estados Unidos. De acordo com o levantamento, o baixo nível educacional, a falta de infraestrutura e tecnologia nas empresas, e as burocracias comerciais são alguns dos fatores que colocam o trabalhador brasileiro como pouco produtivo frente a outros países. A pesquisa foi realizada com cerca de 1.200 empresas públicas e privadas de 60 países.

Mas será que as pessoas entendem a diferença entre estar ocupado e produtivo? Uma pessoa ocupada é aquela que sempre está fazendo muita coisa, quase não tem tempo para nada, mas, nem sempre está fazendo algo importante ou urgente. Na maioria das vezes, essa pessoa ocupada está desempenhando trabalhos com pouco valor. Já a pessoa produtiva é aquela que faz alguma coisa que já é feita de forma eficiente e escalável. Atitudes simples geram inovações, e é isso que faz a diferença dentro das companhias.

Cada vez mais as empresas estão em busca de pessoas que ajudem a resolver os problemas e, principalmente, que tragam eficiência ao negócio, gerando algum tipo de valor e retorno para a companhia. Inovação é a palavra da moda.  É importante ter em mente que inovar não é, necessariamente, pisar na lua. Inovar significa fazer o mesmo de forma mais rápida e eficiente. Ou seja, voltar a pisar na lua, com menos custo, mais segurança e eficiência. Isso não é um processo fácil, mas é preciso dar o primeiro passo e não desistir se der errado. O erro faz parte do aprendizado.

Aliás, outro ponto importante que tenho observado, é o medo que alguns gestores têm de apostar em algo novo desde o início. É importante estar atento as oportunidades. Quando você olha algo “nascendo” você tem a oportunidade de dar opiniões e de formatar o “produto ou solução” mais de acordo com a sua necessidade. Se não fosse assim, o que seria do Gmail hoje? O Gmail foi criado para atender os funcionários, mas a partir de reclamações de usuários de outras plataformas, os criadores aperfeiçoaram e lançaram o Gmail para o mundo.

Com mais de 10 anos de existência, você já deve ter notado por quantas mudanças esse sistema de troca de mensagem já passou, desde o layout até configurações. Ou seja, se as pessoas não tivessem experimentado lá trás e feito comentários sobre o que poderia melhorar, hoje talvez não tivéssemos um Gmail.

Num mundo cada vez mais globalizado, que exige a tomada de decisão rápida e assertiva, quem não souber essa diferença entre ser ocupado e produtivo, e não se permitir apostar no novo vai ficar para trás. Este é o momento de fazer uma reflexão sobre o que pretendemos para 2020. O ano está começando, que tal arriscar um pouco mais, mas sempre com responsabilidade.

Luiz Roberto Salles Oliveira, Founder e CEO da Rita RH

 

 

 


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