O caminho da agilidade para organizações

Muito se tem falado sobre a importância de as empresas terem claro seu propósito

O caminho da agilidade para organizações

Com o advento das startups, que nasceram digitais, usando a tecnologia a seu favor e com grande capacidade de prototipagem, empresas ao redor do mundo passaram a buscar um modelo de gestão que se aproximasse da agilidade que elas foram capazes de imprimir no mercado. Afinal, o espaço para companhias com gestão tradicional e lenta está diminuindo de maneira muito mais rápida do que se esperava há cinco anos.

Agilidade é a capacidade de uma organização de sentir mudanças ambientais e responder de forma eficiente e efetiva (fonte: Gartner). Chamamos de organizações ágeis (também flexíveis ou pós-modernas) aquelas que buscam encontrar um equilíbrio sustentável entre as mudanças que acontecem a todo instante e ordem para lidar com tais transformações. Também ajudam os executivos a se adaptarem à múltiplas demandas em constante evolução, criação de novos produtos e serviços e altas expectativas dos clientes.

Para as startups, este é um caminho natural. Mas, para as empresas estabelecidas, traz um grande desafio, afinal, cada uma deve desenhar o seu próprio modelo de agilidade para se adequar a seu conjunto exclusivo de forças internas. Porém, destaco cinco pontos que são comuns.

Muito se tem falado sobre a importância de as empresas terem claro seu propósito, pois é ele que irá nortear e inspirar os colaboradores e suas decisões na prática. Por isso, é imprescindível que o propósito da companhia esteja totalmente alinhado entre os gestores e seja divulgado por toda empresa. Assim será possível mostrar valor das ações desenvolvidas perante clientes, acionistas, colaboradores, sociedade e governo.

Outra atitude importante para caminhar rumo à agilidade é trabalhar com uma rede de equipes capacitadas. Ao invés dos colaboradores precisarem ser direcionados e gerenciados para saberem o que precisam fazer, os profissionais são altamente engajados, com responsabilidades e autoridade claras, cuidam umas das outras como num time, descobrem soluções inovadoras e produzem resultados excepcionais.

Outro ponto é criar ambientes favoráveis à tomada de decisão rápida e com ciclos de aprendizagem, encarando a incerteza e sendo o mais rápido e produtivo na tentativa de desenvolver novos produtos ou serviços.

Ter Líderes dinâmicos que estimulam o engajamento podem ajudar a organização a cumprir seu proposto. Por isso, buscar (interna e externamente) lideranças que sejam capazes de capacitar sua equipe a assumirem o protagonismo se torna cada vez mais importante.

Por último e não menos importante: utilizar sempre tecnologia de última geração, pois ela ajuda a gerar valor e possibilitar reações rápidas às necessidades das empresas e das partes interessadas.

Para que uma organização efetivamente tenha uma transformação Agile, todas as áreas precisam estar envolvidas, pois são impactadas diretamente pela forma como são realizadas as atividades do dia a dia. Neste contexto, o setor responsável pelos Recursos Humanos tem papel fundamental, afinal, é ali que serão recrutados os talentos que vão ajudar a transformar a organização em ágil. Neste ambiente, as funções são criadas, expandidas ou eliminadas com base nas necessidades atuais e na direção estratégica da companhia. Por isso, é preciso ter profissionais que tenham capacidade de se movimentar facilmente entre temas distintos e aqueles que conseguem trabalhar, como dito antes, com forte colaboração com seus pares – o sucesso nessas organizações, não é mais medido pelos feitos pessoais, mas pelas conquistas que cada equipe consegue para a empresa.

As organizações precisam encontrar maneiras de avançar mais rapidamente e oferecer produtos e serviços de maior qualidade aos clientes, ao mesmo tempo em que fornecem a estrutura e a estabilidade para promover uma cultura organizacional saudável.

Por Roberto Mosquera,  consultor e facilitador em organizações ágeis e pensamento do design na Ekantika Consultoria.