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Para onde vai a humanidade dentro do cenário tecnológico dos RHs?

Consigo ver o setor de RH mais desenvolvido e com perspectivas positivas para o futuro do que há seis meses eu via

No lugar de papéis, de currículos, de documento e contratos estão arquivos digitalizados. As pastas físicas, hoje, estão todas armazenadas nas nuvens da internet. No lugar da busca “a pé” de empregos e das dinâmicas e entrevistas de emprego presenciais, estão as plataformas inteligentes capazes de recrutar e pré-selecionar candidatos. O setor de RH passou por inúmeras transformações tecnológicas nos últimos anos e ficaria horas aqui para listar todas elas. Mas, uma preocupação recorrente deste movimento é: Para onde vai a humanidade dentro do novo cenário tecnológico dos RHs?


Apesar de assistirmos um setor cada vez mais alinhado com a transformação digital, posso afirmar que a área de ‘Recursos Humanos’ sempre contará conosco. A tecnologia entrou para o setor não para sumir com empregos ou substituir pessoas, como acreditavam que seria na Inglaterra durante a segunda metade do século XVIII, com a revolução industrial, mas para fazer com que as pessoas se dediquem mais a questões estratégicas e menos às questões operacionais.

Veja o momento que atravessamos com o avanço da pandemia do coronavírus e no reflexo dela no psicológico das pessoas, na economia e no mercado de trabalho. Dentro das empresas, por exemplo, as equipes de RH se uniram a outros setores como de TI e o financeiro e tomaram um papel fundamental no que diz respeito à responsabilidade corporativa, trabalhando em ações para cuidar dos colaboradores, reter talentos e diminuir custos. Sem dúvidas, as empresas que já tinham uma base tecnológica melhor estabelecida, saíram na frente.



Nas mais arcaicas, a barreira que existia entre tecnologia e setor causou danos à equipe, nas lideranças e, às vezes, na própria saúde financeira da empresas. Muitas não souberam migrar seus negócios para o ambiente virtual, não conseguiram modificar padrões de contratação de funcionários e mal se adaptaram ao home office, processos que já soavam como comuns em empresas mais atualizadas.

Como em outros segmentos, ressignificamos a pandemia a um momento de oportunidade, vimos ela acelerando processos que demorariam anos para de fato, ocorrer. Hoje, consigo ver o setor de RH mais desenvolvido e com perspectivas positivas para o futuro do que há seis meses eu via. As empresas voltaram a falar sobre as tecnologias, sobre adesão ao home office e o distanciamento de escritórios físicos.

Além disso, sobre a importância de um setor de tecnologia bem formado e desenvolvido, a necessidade de atualização e aperfeiçoamento de processos, as atualizações de aplicativos e ferramentas que auxiliam no desenvolvimento do trabalho, com a personalização de tarefas e dando espaço a novas estratégias de Inteligência Artificial, analytics, big data, marketing de atração, geolocalização, vídeo conferências, entre outros.

A nova realidade do RH não é só a de selecionar colaboradores de maneira mais assertiva, de reunir documentos no espaço virtual ou incorporar conceitos de TI. Em resposta ao título do artigo, a tecnologia vem como uma ferramenta que permitirá que o foco das pessoas sejam em olhar uma para as outras. Na formação profissional, no desenvolvimento da carreira, saúde e inteligência emocional, trazendo valores como empatia, resiliência, parceria e conexão ao universo corporativo.



Será que agora estaremos inseridos em empresas um pouco mais humanas do que as que existiam na época de nossos pais? Mesmo que ainda tenha muito caminho pela frente, já estamos assistindo um novo movimento onde as empresas perceberam a relação de troca com os colaboradores, não apenas uma relação simplista de exploração de trabalho. ao substituir o trabalho repetitivo e sem significado, o RH está caminhando para um espaço que a tecnologia nunca tomará para si: o de pensar nas pessoas, afinal, a tecnologia vem como uma parceira em nosso trabalho, para servir de ferramenta para qualificar o que viemos fazendo até aqui e dar mais espaço aos Recursos Humanos.


Por Eduardo Hupfer, Product Manager da Connekt

 

 


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